Pluralismo e liberdade de expressão

Imagem: Escola de Atenas – Rafael

“Se todos os seres humanos, menos um, tivessem uma opinião, e apenas uma pessoa tivesse a opinião contrária, os restantes seres humanos teriam tanta justificação para silenciar essa pessoa, como essa pessoa teria justificação para silenciar os restantes seres humanos, se tivesse poder para tal. Caso uma opinião constituísse um bem pessoal sem qualquer valor exceto para quem a tem, e se ser impedido de usufruir desse bem constituísse apenas um dano privado, faria alguma diferença se o dano estava a ser infligido apenas sobre algumas pessoas, ou sobre muitas. Mas o mal particular em silenciar a expressão de uma opinião é o de que constitui um roubo à humanidade; à posteridade, bem como à geração atual; àqueles que discordam da opinião, mais ainda do que àqueles que a sustentam. Se a opinião estiver certa, ficarão privados da oportunidade de trocar erro por verdade; se estiver errada, perdem uma impressão mais clara e viva da verdade, produzida pela sua confrontação com o erro — o que constitui um benefício quase igualmente grande.”

John Stuart Mill

Não vi melhor forma de falar sobre liberdade de expressão – ou o direto a – do que esse trecho de John Stuart Mill em seu livro “Sobre a Liberdade” (On liberty), de 1859, tradução de Pedro Madeira.

Pluralismo é necessidade. Obrigada, Mill!

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2 pensamentos sobre “Pluralismo e liberdade de expressão

  1. Francisco Boni Neto novembro 16, 2011 às 5:46 am Reply

    Em excertos de “A Liberdade” (1859), o filósofo John Stuart Mill argumenta que “(…) deve haver a total liberdade de argumentação e discussão, como matéria de convicção ética, (sobre) qualquer doutrina, por mais imoral que possa ser considerada.” Mill argumenta que a total liberdade de expressão deve pressionar a argumentação até os seus limites lógicos, ao invés dos limites da ofensa ou dano social. Mill introduziu também o princípio do “dano causado”, colocando a seguinte limitação à liberdade de expressão: “o único propósito com que o poder pode ser certamente exercido sobre qualquer membro de uma sociedade civilizada, contra sua vontade, deve ser para prevenir dano aos outros”.

  2. Joana setembro 27, 2013 às 1:18 pm Reply

    Muito bom! Parabéns pelo seu blog Lisiane!

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