Cinco livros que você não pode deixar de ler [Dezembro]


Imagem: Google Images

1. Laranja mecânica – Anthony Burgess
Lançado nos Estados Unidos e Inglaterra em 1962 e no Brasil em 1971, suscitou polêmicas pela crueza com que descreve um mundo de violência. É uma sátira à sociedade inglesa. A trama se desenrola em um futuro não determinado e conta a história de um jovem delinquente (Alex) e sua gangue (Pete, Georgie e Tosko) que espancam mulheres e anciãos ao som de Beethoven. O romance foi inspirado em um fato real ocorrido em 1944: o estupro, por quatro rapazes, da primeira mulher do autor, Lynne. A leitura é difícil, porque Burgees inventou uma linguagem em nadsat para ser falada pelos adolescentes. A linguagem causa estranhamento nos leitores e os termos eslavos e palavras rimadas exigem dedução para o entendimento.

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2. Admirável mundo novo – Aldous Huxley

Publicado em 1932, narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse “futuro” criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada “soma”. As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

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3. 1984 – George Orwell

nce distópico clássico do autor inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo de George Orwell. Terminado de escrever no ano de 1948 e publicado em 8 de junho de 1949, retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo no ano homônimo. No livro, Orwell mostra como uma sociedade oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. A história narrada é a de Winston Smith, um homem com uma vida aparentemente insignificante, que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime através da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo sempre esteja correto no que faz. Smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim começa uma rebelião contra o sistema.

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4. Tristes trópicos – Claude Lévi-Strauss

Além de trazer detalhes pitorescos das sociedades indí­genas do Brasil central, o livro discute as relações entre o Velho e o Novo Mundo, e o significado da civilização e do progresso. Tristes trópicos: neste tí­tulo já se condensa toda a beleza de uma obra magistral. Inclassificável em sua grandeza humana. Narrativa de viagem ou ensaio de ciência? Em sua prosa poética, melancólica, irônica, Claude Lévi-Strauss desloca parâmetros consagrados, questionando ao mesmo tempo viajantes e cientistas. Sua imaginação criadora nunca abre mão da reflexão lógica mais rigorosa. O Brasil que aqui se revela está muito além da provinciana cidade de São Paulo. Pois o mundo perdido dos cadiueu, dos bororo, dos nambiquara e dos tupi-cavaí­ba tem seus próprios estilos e linguagens. Somos ainda humanos o bastante para compreendê-los? É essa pergunta que faz de Tristes trópicos não só um clássico da etnologia e dos “estudos brasileiros”, mas uma obra universal, sem fronteiras, sobre a crise do processo civilizatório na modernidade.

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5. Por quem os sinos dobram – Ernest Hemingway

O livro narra a história de Robert Jordan, um jovem norte-americano das Brigadas Internacionais. Professor de espanhol que se tornou conhecedor do uso de explosivos, Jordan recebe a missão de explodir uma ponte por ocasião de um ataque simultâneo à cidade de Segóvia. O título é referência a um poema do pastor e escritor inglês John Donne que se encontra na obra “Poems on Several Occasions” que em português chama-se “Meditações”, e invoca o absurdo da guerra, mormente a guerra civil, travada entre irmãos. “Quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade”.Em várias passagens do texto os personagens estranham e se estranham desempenhando os papéis bizarros que se viram forçados a assumir durante a guerra, e fraquejam ao ver nos inimigos seres humanos que poderiam estar de qualquer um dos lados da guerra.

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3 pensamentos sobre “Cinco livros que você não pode deixar de ler [Dezembro]

  1. Ariel David dezembro 7, 2012 às 1:11 pm Reply

    Nuss, Tristes trópicos também entrou na lista! Levei um susto enorme. Não acho o melhor livro pra quem começou uma “aventura” pela antropologia, mas de maneira alguma chega a ser o menos adequado. O etnólogo como um viajante, sujeito a oscilações de tempo, humor e jogos políticos. As imagens não ficam de fora, são lindas! Vale dar, no mínimo, uma super olhada. ( Adoro a primeira parte)

  2. Jeová Junior dezembro 9, 2012 às 10:40 pm Reply

    Pra mim só faltam o 4 e o 5. :]

  3. norma7 dezembro 18, 2012 às 7:21 pm Reply

    Falta o 4.

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