A “justiça”, de Nuremberg a Abbottabad

Brueghel_Pieter_the_Elder-The_Triumph_of_Death_detail-c._1562-IIImagem: the triumph of death, de Brueghel

“O que uma geração deixa de mais valioso para as que a sucedem são seus valores. E, se compararmos o mundo de hoje com o de há mais de 50 anos devemos nos preocupar ao invés de regozijar.

Em 1945, terminada a II Guerra Mundial, criminosos de guerra foram levados a julgamento em Nuremberg. Qual o sentido daquilo? Diferenciar-nos dos criminosos. Era preciso que ficasse claro que aqueles homens que ordenaram o assassinato de milhões de seres humanos tinham valores diferentes dos nossos. Mas que, mesmo reconhecendo suas atitudes abjetas, reconhecíamos neles sua humanidade, e dávamos a eles o que não deram às suas vítimas: o direito a um julgamento.

Agora, o Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama, presidente da nação mais poderosa do mundo, diz que foi feita justiça, quando soldados dos Estados Unidos assassinam um homem desarmado, em vez de levá-lo a julgamento.”

Antônio Mello
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