Dicas, Utilidades

A História da Filosofia em um gráfico

Publicação direta do Charlezine, por Charles Andrade Santana

O blogueiro britânico Simon Raper, do blog Drunks & Lampposts, criou este mapa incrivelmente informativo. Ele usou um algoritmo para processar dados extraídos da Wikipédia e montar o gráfico, onde cada filósofo é representado por um nó na rede e as linhas entre eles representa as respectivas influências. O algoritmo que produziu o gráfico foi programado para colocar os nós mais conectados no centro do diagrama, assim vemos os nomes dos filósofos mais influentes em tamanho maior e agrupados no centro. As cores representam as diferentes escolas e tradições filosóficas.

Clique na imagem para ver no tamanho original:

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Simon Raper publicou sua fantástica contribuição no ano passado em seu blog. Na ocasião, ele disse ainda que, no futuro, pretende “adicionar também a direção de influência com uma ponta de seta nas linhas”. Como se não bastasse o magnífico trabalho, Raper, por seu espírito perfeccionista, parece não estar completamente satisfeito com sua criação, sobre a qual ainda aponta algumas falhas. “A deficiência, porém, é que essa avaliação só leva em conta as linhas diretas de influência. Influência indireta através de outra pessoa na rede não entrará nele. Isso provavelmente explica por que Descartes está menor do que você pensa. Também seria melhor se os nódulos fossem dimensionados apenas pelo número de conexões externas, embora eu acho que, em geral, as diferenças seriam pequenas”, diz Raper.

Veja mais informações no blog dele (em inglês).

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29 comentários em “A História da Filosofia em um gráfico”

    1. É um provável heterônimo de Platão. O que de fato se sabe de Sócrates foi escrito principalmente por Platão, e por outros pensadores. Nunca houve nenhum relato escrito deixado por Sócrates. Logo, não há confirmação da existência histórica do mesmo.

      1. O fato de o livro dizer que foi escrito por fulano ou beltrano dizer que o livro foi escrito por fulano não significa necessariamente que foi nem que fulano existiu. Assim, se é correto dizer que, porque José não escreveu nada, não se pode dizer que tenha existido (Sócrates, Jesus), tão pouco se pode dizer que, porque se diz que fulano escreveu tal livro, tenha ele escrito ou mesmo existido (Platão, David, Salomão, Enoque). O argumento não ajuda – e a não referência a Sócrates no gráfico precisa de outra explicação, e me parece que a única possível seria a sua inexistência na Wikipédia…

  1. É interessante, porém desnecessário. As influências nem sempre são tão objetivas. Ainda tem umas coisas meio estranhas. Platão aparece muito grande e Sócrates extremamente pequeno e no outro extremo do mapa, quando, na verdade, é difícil de dissociar um do outro, de saber onde começa um e termina o outro. Platão escreveu o pensamento de Sócrates e esse último era um filósofo apenas da oralidade. Então, o correto seria estarem lado a lado no mesmo tamanho. Além disso, eu não entendi o lance das cores. Se é pra mostrar influências soa um pouco estranho ter Hobbes e Rousseau juntos, sendo que eram divergentes. Já Freud e Lacan que são praticamente da mesma época e completamente convergentes e influentes um do outro aparecem em cores diferentes e sem nenhuma ligação.

  2. Seria incrivelmente informativo se, como dizem em geografia, o mapa “desse leitura”. Do jeito que está não dá pra visualizar muita coisa não.

  3. Caramba, os comentários dos filósofos aqui me deixam… Nietch está maior por ser mais recente e ter feito várias citações aos filósofos anteriores. Assim sendo, os artigos que mencionam Sócrates não tem pra onde apontar por ser ele um dos mais antigos, que é a falha do algoritmo citada. Portanto, só veremos melhor quando houverem as setas indicando de onde vem e pra onde vai.

  4. Este é o melhor jeito de mostrar a história da filosofia em gráfico. Diz muito e diz nada. Excelente para debates de bar. Parabéns pelo blog! Convido a conhecer e se inscrever no meu FilosofiaHoje.com

  5. Achei divertido o passatempo. Achei também curioso Descartes aparecer tão pequenininho, um filósofo que praticamente inaugura o pensamento moderno e que, a partir das idéias de Hannah Arendt, pode-se pressupor como o grande formulador das consequências filosóficas da descoberta de Galileu, a saber, o telescópio.

  6. UAU! Informativo não é ser complexo e sim objetivo. E claro, um recorte temático desses é absurdo de grande e rico em informações então, pela iniciativa e pelo produto um uau. Mas gráficos informativos são, por natureza, elementos que necessitam ser claros e achei esse extremamente complexo. Mas absurdamente rico e trabalhoso. Muito bem.

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