A resistência ao preconceito, através de fotografias

Post diretamente do Causas Perdidas,
Por Roberto Dias

Todos nós sabemos que a discriminação racial está presente hoje em dia (mesmo que escondida e velada) nos mais diversos tipos de discurso e que essa prática insiste em florescer nos meios mais conservadores – desde os meios de comunicação ao singelo almoço de família. Essa atitude não desapareceu totalmente de nossa vida cotidiana, mas somos obrigados a reconhecer que diminui paulatinamente com o passar dos anos. No entanto, para se chegar a este ponto foi necessária muita resistência: que permanece simbolizada – e sobretudo eternizada – pela vida de um sem número de pessoas que deram suas vidas em nome de um ideal. É preciso lembrar que alguns destes insurgentes ficaram famosos e se tornaram mártires, ao passo que outros sequer são mencionados em livros de História ou conhecidos pelo grande público.

O tempo passa e as atitudes não mudam muito. Na época retratada, era um absurdo um negro tomar água num bebedor de um branco. Esse tipo de atitude era considerada uma afronta passível de punição. Contudo, será que hoje em dia essa conduta se modificou? Olhemos para os movimentos de resistência. Certas atitudes parecem ofensivas, mas será que daqui a alguns anos ainda serão? Claro que podem surgir situações lamentáveis marcadas por atitudes mais radicais (lembremo-nos, neste ponto, das paródias surgidas no Facebook em julho durante as manifestações que mostravam que era permitido se manifestar, mas que indicavam que certos atos dentro do próprio protesto eram sintomatizados como sinônimo de vandalismo). Veremos, a seguir, atitudes que certamente foram consideradas vandalismo e que foram extremamente necessárias para se construir um movimento.

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3 pensamentos sobre “A resistência ao preconceito, através de fotografias

  1. Santo Lara novembro 1, 2013 às 2:56 am Reply

    Deve ter sido Einstein que disse que essa é uma época triste onde é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito.Mas preconceitos sempre estiveram presente em todas as épocas.Cabe a quem não concordar com eles, mesmo que não consiga varre-los da face da Terra.,lutar contra.Preconceitos são a ignorância e o medo unidos contra o desconhecido e o diferente.E essa lamentável fobia do ser humano, de temer seu próprio contemporâneo, o nivela aos homens primitivos que andavam durante o dia aos bandos caçando seu alimento e seus inimigos e à noite se enfurnando em qualquer toca que lhe servisse de abrigo contra a escuridão que o apavorava.Escuridão essa que estava e ainda está mais na mente das pessoas do que ao seu redor.

  2. Fernando novembro 4, 2013 às 1:27 am Reply

    Não sei se os negros necessitaram de vandalismo para gozarem de os mesmo direitos dos brancos, acho que não, na minha humilde ignorância. Penso que também não é legitimo adotar tais meios para qualquer outro ideal, a menos que você tenha sido agredido antes, então terá o direito de se defender atacando, pela lei de talião. Então, penso que o vandalismo ocorrido durante as manifestações foi ilegítimo.

  3. Antonio Carlos de Carvalho novembro 18, 2013 às 6:05 pm Reply

    Todo movimento tem “atos de vandalismo”, Fernando. Tanto que a imprensa “aprendeu” a usar o termo “um pequeno grupo de pessoas” cometeu este ou aquele ato, para não se referir ao movimento como um todo. De um lado está o prejuízo material (aposta-se que seja apenas material), e de outro lado o prejuízo de várias gerações submetida a decisões governamentais incorretas ou corruptas ou imorais. Vamos pesar os prós e os contras?
    Chega de frases como “eu sou a favor da livre manifestação, desde que seja pacífica e ordeira”? Caso contrário eu vou crer que as pessoas que dizem isso estão a favor mesmo do status quo.

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