Por que dar e receber carinho pode ser importante

Imagem: “Afeto”, de Augusto Higa – Museu de Arte do Parlamento de São Paulo

A maioria de nós gosta, desde muito pequeno, de fazer e receber carinho. No entanto, a carícia é importante? Parece que sim.

Sabe-se que nosso organismo conta com entre 6 ou 10 milhões de sensores táteis que recolhem informação tanto do interior quanto do exterior do corpo, sendo o sentido do tato o mais repartido e também o mais duradouro, daí que a pele seja considerada uma espécie de órgão social e o tato um instrumento de grande potencial.

Segundo o pesquisador Francis McGlone, as caricias mostram-se, portanto, como um dos padrões deste sentido e, segundo uma recente pesquisa, estas são transmitidas a partir da pele até o cérebro por meio de nervos cuja velocidade de condução é muito lenta. As fibras nervosas tácteis (CTs), como são denominados aos nervos que respondem às carícias, tem uma limiar perceptivo muito baixo e os receptores que as ativam estão localizadas na pele com presença de pelos. Trata-se de exatamente os mesmos receptores que também conduzem as sensações de dor ao cérebro.

Estes sensores nos fornecem informação desde o princípio de nossa vida, motivo pelo qual – “uma falha no sistema de CT durante o neurodesenvolvimento pode comprometer negativamente no funcionamento do cérebro social e o senso de si mesmo, tal e qual acontece com as pessoas com transtornos do espectro autista, que não processam adequadamente o tato emocional”, afirma Francis McGlone, líder do estudo.

Daí que os pesquisadores concluam que o déficit de carícias durante a vida precoce pode ter efeitos negativos sobre uma série de comportamentos e estados psicológicos na idade adulta, já que, ao não levar estas sensações tácteis ao sistema límbico -encarregado de gerenciar as respostas emocionais-, o desenvolvimento do cérebro é prejudicado.

O estudo (clique para ler), que foi publicado na revista Neuron, também alerta de que “em um mundo onde o tato fica relegado a um segundo plano com o aumento das redes sociais que fomentam a comunicação sem contato, e a diminuição de carícias afetuosas nos bebês por parte de babás e pais devido às pressões econômicas da vida moderna, é cada vez mais importante reconhecer quão vital e importante é uma afetuosa carícia”, termina Francis.

Via Eureka Alert e NDig.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: