[Humor] Por que Deus não chegaria a professor titular ou pesquisador CAPES/CNPq

Imagem: tumblr

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Pesquisador:

1. Ele só tem uma publicação;
2. Esta publicação não foi escrita em inglês, e sim em hebraico;
3. A referida publicação não contém referências bibliográficas;
4. Não tem publicações em revistas indexadas, ou com comissão editorial, ou ainda com pareceristas;
5. Há quem duvide que sua publicação tenha sido escrita por ele mesmo. Em um exame rápido, nota-se a mão de, pelo menos, 11 colaboradores;
6. Talvez tenha criado o mundo. Mas o que tem feito, ou publicado, desde então?
7. Dedicou pouco tempo ao trabalho (apenas 6 dias seguidos);
8. Poucos colaboradores Seus são conhecidos;
9. A comunidade científica tem muita dificuldade em reproduzir Seus resultados;
10. Seu principal colaborador caiu em desgraça ao desejar iniciar uma linha de pesquisa própria;
11. Nunca pediu autorização aos Comitês de Ética para trabalhar com seres humanos;
12. Quando os Seus resultados não foram satisfatórios, afogou a população;
13. Se alguém não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;

Professor:

1. Dá poucas aulas e o aluno, para ser aprovado, tem que ler apenas o Seu livro, caracterizando endogenia de idéias;
2. Segundo parece, Seu filho é que ministra Suas aulas;
3. Atua com nepotismo, fazendo com que tratem Seu Filho como se fora Ele mesmo;
4. Ainda que Seu programa básico de curso tenha apenas dez pontos, a maior parte dos Seus alunos é reprovada;
5. Além das Suas horas de orientação serem pouco freqüentes, atende Seus alunos apenas no cume de uma montanha;
6. Expulsou os Seus dois primeiros orientandos por aprenderem muito;
7. Não teve aulas e nem fez mestrado com PhDeuses;
8. Não defendeu tese de Doutorado ou Livre Docência;
9. Não se submeteu a uma banca de doutores titulares;
10. Não fez proficiência em inglês;
11. Não existe comprovação de participação Sua em bancas examinadoras e de publicação de artigos no exterior.

Eu vi aqui.

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2 pensamentos sobre “[Humor] Por que Deus não chegaria a professor titular ou pesquisador CAPES/CNPq

  1. Cesarious junho 18, 2014 às 12:19 pm Reply

    Na Universidade que estudei (UFRJ) na década de 70 vi muito disso…professores pouco se lixando se o aluno entendia ou não o assunto exposto; nenhuma possibilidade de interpretação, ou botar a imaginação pra funcionar; era como se a aula tivesse um prazo de validade e um preço marcado. Com raras exceções, a aulas eram um martírio de sono e tédio. Dessas exceções que me lembro bem, estão um professor de Astronomia (José Buarque), a quem expus a minha inveja, na saída do Observatório (Valongo/RJ) por estar com as mãos no bolso, e eu carregado de livros; e um professor de Cálculo da Geociências (também dono de um cursinho) que encarnava, talvez também graças à sua experiência de vida, uma paciência secular na sala de aula (para ele a aula se dava ao vivo, o aluno tinha que entender tudo ali mesmo – e se esforçava pra isso).
    Vale dizer que não fui adiante na Astronomia formal, nem no Planetário consegui emprego, nem meu projeto de graduação foi aprovado, ou pude ter a oportunidade de defendê-lo, a não ser através de um processo à Reitoria, do qual o julgador foi o meu próprio algoz.

  2. itsaverydeepsea junho 19, 2014 às 10:05 am Reply

    Republicou isso em It's a very deep sea.

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