Cinco dicas para que você seja um bom cético (e não um paranóico)

Imagem: s/n, Magritte

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Estas são cinco dicas para que você seja um bom cético (e não um paranóico):

1 – Sempre que possível, os “fatos” tem que ter confirmação independente;

2 – Encoraje o debate das evidências por pessoas com conhecimento de causa, de diferentes pontos de vista;

3 – Todos os argumentos de autoridade tem pouco peso – as “autoridades” já cometeram erros no passado e vão cometer novamente no futuro. Talvez a melhor maneira de colocar isto é que em ciência não há autoridades, mas especialistas;

4 – Levante mais de uma hipótese. Se há algo a ser explicado, pense em todas as diferentes maneiras que elas podem ser explicadas. A seguir, pense em formas de testar as hipóteses de forma a prová-las falsas. As hipóteses que sobreviverem a esta seleção darwininana terão mais chances de serem verdadeiras que a primeira ideia que te ocorreu;

5- Tente não se apegar a uma hipótese apenas por que ela é sua. Ela é apenas uma estação no caminho da busca pelo conhecimento. Pergunte-se por que você gosta da ideia. Compare ela de forma justa com as alternativas. Veja se você encontra razões para rejeitá-la, se você não conseguir, outros conseguirão.

(Bônus) 6 – Se seu argumento é movido pelo desejo de estar certo (e não pela contestação), este não é um bom argumento, tente outro.

3 pensamentos sobre “Cinco dicas para que você seja um bom cético (e não um paranóico)

  1. Hiro dezembro 19, 2015 às 7:14 am Reply

    Pra que ter um bom Argumento? (esse é um bom argumento)

  2. Richard La Marck dezembro 19, 2015 às 10:12 am Reply

    …..o ceticismo sistemático e radical é pior do que o fanatismo religioso….. aliás não deixa de ser uma forma de fanatismo disfarçada de intelectualismo barato…… o ceticismo deve ser sempre ” ligth ” deixando margem para o mistério infinito que são a vida e a consciência….

  3. Tiago Stapenhorst (@tiagosmx) dezembro 20, 2015 às 7:34 am Reply

    qual a diferença entre autoridades e especialistas?
    os dois não são equivalentes?
    já ouvi falar, mesmo no meio científico: “y é autoridade nesse assunto”.
    ser um especialista não te torna autoridade dependendo do meio em que você está?

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