Quatro sites que vão te ajudar a não compartilhar uma notícia falsa

Escrito por Fred Fagundes (“Top10Basf”@fagundes), diretamente no Papo de homem

Uma informação absurda, algo que definitivamente vai mudar a vida das pessoas. Você não resiste. Precisa passar a informação pra frente, sentir-se útil na vida das pessoas e dormir o sono de quem ajudou a construir um mundo melhor.

É assim que normalmente começa a disseminação de notícias falsas. Num reflexo de ativismo digital que pode causas desastres se não for utilizado com responsabilidade. Porque hoje, na era onde a notícia se espalha na velocidade mais rápida de todas, tão pouco importa se é real ou não. A busca é pela audiência, não pelo poder transformador da comunicação.

O que pouca gente sabe é que existem maneiras simples de não ser enganado. Por isso algumas pessoas estão tomando uma abordagem mais profunda sobre o conteúdo. Além da imagem que ilustra a matéria, queremos saber o que envolve aquela produção. Apresentamos quatro sistemas gratuitos e simples que permitem uma busca aguçada sobre o fato.

E lembre-se: desconfie de tudo.

Busca reversa de imagem

Essa função é tão simples e está tão na nossa cara que as vezes esquecemos de sua existência. A busca reversa de imagem do Google ou do TinEye são grandes aliados na procura da origem de imagens. Quer ver?

Essa imagem assustou o mundo. Refugiados com uma bandeira do Estado Islâmico em confronto com policiais alemães. A notícia correu depois da foto do menino sírio morto na beira de uma praia turca. Era um “sinal de alerta” para a chegada dos imigrantes vindo da Ásia e da África que estariam entrando em confronto com as forças policiais europeias.

A notícia foi compartilhada milhares de vezes. Bastava uma busca reversa para descobrir que a imagem é de 2014, quando uma onda de protestos foi ocasionada pela morte de noves pessoas na Turquia. O protesto dos turcos era contra a ineficiência das tropas locais em combater o Estado Islâmico.

Em menos de 10 segundos a verdade era posta e milhares de pessoas deixariam de ser enganadas.

YouTube DataViewer

Ao assistir o mais recente vídeo viral no YouTube, atente-se para os “scraps”. O scrap é um vídeo antigo que foi baixado do YouTube e re-carregado de forma fraudulenta afim de reativar aquele evento ou manipular o seu contexto.

Tipo, o seu time perde um jogo no sábado. Aí alguém posta um vídeo antigo do atacante enchendo a cara na balada, como se o fato fosse no mesmo final de semana. Sacou?

A Anistia Internacional tem uma ferramenta incrivelmente útil chamado YouTube DataViewer. Depois de inserir o URL do vídeo, esta ferramenta extrai frames associados. Essas informações permitem uma uma pesquisa de verificação de origem.

Na maioria das vezes, são várias versões do mesmo vídeo no YouTube. A data permite identificar o primeiro upload – o que, claro, é o mais provável de ser o original.

EXIF

Fotos, vídeos e áudios produzidos com câmeras digitais e smartphones contêm informações chamadas Exchangeable Image File (EXIF). Trata-se de um vital metadados sobre a marca da câmera usada, data, hora e local da mídia criada.

Esta informação pode ser muito útil se você estiver desconfiado do criador das origens do conteúdo. Em algumas situações, os leitores EXIF, como Jeffrey Exif Viewer, permitem que você carregue ou digite a URL de uma imagem para visualizar seus metadados.

Importante: enquanto o Facebook, Instagram e Twitter removem dados EXIF ao carregar o conteúdo, mídia compartilhada via Flickr e WhatsApp os mantém.

FotoForesinc

Essa ferramenta é espetacular.

Ela basicamente entrega fotos que foram modificadas digitalmente ou tiveram algum tratamento no Photoshop.

O FotoForesinc permite que você destaque as áreas onde as disparidades na qualidade sugerem alterações. Assim a mágica é feita.

X9 pra porra.

Viu? De nada custa checar a informação antes de compartilhá-la. Por mais que a notícia seja ótima, calma, respira, pensa melhor. Utilize os meios disponíveis.

Ninguém vai morrer por 10 minutos de atraso de informação. Agora, compartilhar mentiras achando que vai salvar a paçoca, isso sim é perigoso.

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