Arquivo do autor:Lisiane Pohlmann

Cinco documentários sobre arte, história e ciência

“O poder do mito”, do Joseph Campbell.

poderdomitoDocumentário onde o mitólogo Joseph Campbell apresenta o papel do mito nas sociedades. Em mais de 20 obras publicadas sobre a importância dos mitos para a humanidade, Campbell influenciou escritores, diretores e filósofos, redesenhando o olhar dado à mitologia e à sua profunda influência na vida de todos, servindo como referência para obras como “Guerra nas Estrelas”, “Matrix” e “Harry Potter”.

Você pode assistir online aqui.

“Como a arte moldou o mundo”, do Nigel Spivey

Como a Arte Moldou o Mundo (How Art Made the World) é um documentário produzido pela BBC em 2005, dirigido pelo professor de Oxford Dr. Nigel Spivey que aborda o tema “arte” em cinco episódios.

comoaarteNo primeiro episódio, o documentário busca as origens da ânsia de se retratar o corpo humano, desde as primeiras Vênus paleolíticas, passando pelo Egito e Grécia antigos. No segundo são apresentadas as origens das primeiras imagens produzidas pelo ser humano, relatando a Caverna de Altamira e as pinturas do povo San. Já no terceiro episódio, tenta-se explicar como arte serviu, desde o primórdios, como um instrumento de persuação. Dario, o Grande, Alexandre Magno até os regimes totalitários, – todos fixzeram claros usos da arte nesse sentido. A arte de contar histórias através de imagens é o centro das atenções do penúltimo episódio da série. Gilgamesh e Assurbanípal são o ponto de partida. Por fim, o documentário se encerra com um quinto e último episódio sobre a representação da morte na história da arte. O povo moche, maias e etruscos servem de referência para tal.

Você pode assistir aos dois primeiros episódios aqui.

Armas, germes e aço, de Jared Diamond

S_323311-MLB20506713513_122015-OBaseado no livro vencedor do Prêmio Pullitzer “Armas, Germes e Aço”, de Jared Diamond, o documentário traça a jornada da humanidade ao longo dos últimos 13.000 anos – desde os primórdios da agricultura no final da última Idade do Gelo até a realidade da vida no século XXI. Jared Diamond embarca numa jornada pelo mundo inteiro para compreender as raízes da desigualdade global. A pergunta inocente de um nativo da Papua Nova Guiné, em 1974, fez com que Diamond desenvolvesse toda a teoria que permeia seu premiado livro, sempre tentando solucionar o maior mistério da história da humanidade – por que algumas sociedades florescem mais do que as outras?”Armas, Germes e Aço” é uma emocionante viagem através das forças elementares que moldaram o nosso mundo – e que continuam a moldar o nosso futuro.

Você pode assistir aqui.

Cosmos, do Neil deGrasse Tyson

COSMOS-Tyson-logo-compCosmos: Uma Odisseia do Espaço-Tempo é uma série americana de documentário científico. É uma continuação da série de 1980, Cosmos, que foi apresentada por Carl Sagan. O apresentador da nova série é o físico Neil deGrasse Tyson. Os produtores executivos são Seth MacFarlane e Ann Druyan, viúva de Sagan.

Você pode assistir a versão original (1980) aqui.
E a versão com o Tyson aqui.

Dentro da mente de um criminoso, produção da Netflix

dentrodamentePor Dentro da Mente do Criminoso, série documental original Netflix, é o tipo de produção que nos deixa pensativos. Ao mostrar como funciona o esquema de pensamento de um serial killer, por exemplo, conseguimos enxergar um método na loucura, por mais que ela seja totalmente desconexa se vista de qualquer outro ângulo. Ao abordar como funciona o comportamento errático dessas pessoas, podemos entender até onde a maldade humana consegue chegar.

Você pode assistir no Netflix, aqui.

(BÔNUS) Série: Truques da mente

Esta série interativa usa jogos, ilusões e experimentos para mostrar como o cérebro interpreta a realidade e pode nos enganar com frequência.

Por que a memória pode falhar em lembrar eventos impactantes?

A neurociência tem corroborado que o processo mnemônico não é completamente leal à realidade. As lembranças não reconstroem os fatos conforme realmente ocorreram. A memória, segundo Squire, pode ser conceituada como “o processo pelo qual aquilo que é aprendido persiste ao longo do tempo”, estando a memória ligada indissociavelmente ao aprendizado. Há muitas dúvidas, inclusive entre os profissionais, sobre como é possível haver esquecimento ou falha em recordar eventos importantes, mesmo que este processo de recordação seja conduzido por um “tribunal”.

O esquecimento é parte ativa da memória (uma prática), que de forma recorrente pode servir como “proteção” ao sujeito em relação a lembranças dolorosas. Deste modo, cabe ressaltar as quatro formas de esquecimento existentes, destacadas por Izquierdo: a extinção, a repressão, o bloqueio e o esquecimento propriamente dito. A extinção e a repressão tornam as memórias menos acessivos, porém não as perde por completo. O bloqueio e o esquecimento já são consistentes em perda real da informação.

memoriaAlém destas quatro formas supracitadas, existem também as perdas naturais que decorrem da tradução e da evocação de memórias: existe uma tradução entre a realidade das experiências e sua formação na memória respectiva ao acontecimento – e outro ainda entre esta e a evocação. É necessário lembrar que ocorrem perdas em cada tradução. Stefanello diz que “não é mais possível pensar que uma pessoa pode recordar o fato tal como ocorreu, como ainda o nosso sistema jurídico insiste em pensar, pois o que lembramos nunca será idêntico à realidade”.

Sendo assim, é preciso pensar nas fontes de tais falhas. Loftus considera estas deficiências de três formas: uma memória seletiva; eventos não presenciados; e a distorção/alteração da memória por fatos que, embora embaralhados, foram reais. A autora compõe a tese de que são duas as principais causas de ambas as deficiências: o processo esquemático/inferencial da memória e as fontes específicas de informações errôneas.

memoria2No processo esquemático e inferencial da memória, existem espécies de “esquemas” que organizam estruturas de conhecimento (crenças, características, comportamentos, expectativas, pessoas e eventos, tudo que é reconhecível). Cada experiência acaba sendo categorizada neste esquema, para facilitar a compreensão do evento como um todo, fazendo correlações com dados já armazenados e, enfim, trazer compreensão ao fato. Este sistema é necessário ao ser humano e tem, claro, sua imensa utilidade – no entanto, não é livre de erros de percepção e até mesmo de julgamento, já que as lembranças são relacionadas diretamente com quais fragmentos foram ativados quando ocorreu o fato original.

Por outro lado, quando as fontes são especificamente de informações errôneas, elas podem adentrar na memória pelos mais diversos tipos de estímulo, sejam internos ou externos – e também podem tanto adicionar falsas informações quanto substituir a verdadeira memória, distorcendo-a e/ou acionando o processo esquemático citado acima. Estas influências podem ser provocadas pela sugestão de terceiros (como outras testemunhas que testemunharam o fato), pelo entrevistados (quando formula as questões), pelos boatos ou mesmo pela mídia (televisiva ou impressa). Existem diversos estudos sobre as falsas memórias, e destaco aqui o trabalho da especialista Elizabeth F. Loftus (que foi citada acima).

Não é raro que a memória do evento seja apenas parcialmente real, ou mesmo parcialmente relembrada. Há pouco tempo, foi publicada uma matéria sobre como um monte de gente inocente é presa no Brasil por falsas memórias.

Schacter (1999; 2001) e outros autores pontuam ainda que maior parte do esquecimento e enfraquecimento de uma recordação acontece nos primeiros momentos após a ocorrência do evento (horas, dias, meses, dependendo da experiência), assumindo um declínio lento e gradual. A capacidade de manter a recordação vívida e detalhada enfraquece com alguma rapidez, especialmente com crianças (Pinho, 2010), tendo em vista que estão em pleno desenvolvimento de suas compreensões de mundo, de si e dos outros. A análise, portanto, vai muito além do depoimento puro e simples.

Para a questão da memória infantil, haverá maiores detalhes em um próximo post.

Para compreender melhor as falsas memórias, aqui estão links de uma entrevista com Loftus: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5 e parte 6.

Sobre memória e gerontologia/envelhecimento, existe a entrevista do Drauzio Varella com o Dr. Wilson Jacob Filho, aqui.

A maior parte das informações deste post pode ser encontrada em um artigo da pesquisadora Sarah Stefanello, disponível aqui (recomenda-se a leitura na íntegra).

100 sites indispensáveis de pesquisa científica e acadêmica

Os principais sites para pesquisas científicas servem como referências de auxílio a pesquisa são essenciais para qualquer pesquisador.

Agradecimentos ao Even3

Referências e ferramentas de auxílio a pesquisa são essenciais para qualquer pesquisador e para quem está realizando trabalhos científicos ou acadêmicos. Portanto, nada melhor do que conhecer os principais sites para pesquisas científicas e as melhores ferramentas para encontrar conteúdo e publicações relacionadas a sua área de pesquisa e deixar seu trabalho ainda mais rico.

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Preconceito, estereótipo e discriminação

O que é preconceito, afinal? O termo “preconceito” diz respeito à estrutura geral da atitude (porque ele mesmo é uma atitude) e de seu componente emocional – e embora utilizemos a palavra pejorativamente, há preconceitos positivos e preconceitos negativos. Quer ver? Podemos ter um preconceito contra os gaúchos ou a favor dos gaúchos, contra os nordestinos ou a favor dos nordestinos, contra os palmeirenses ou a favor dos palmeirenses. Dependendo da reação emocional que o estereótipo (gaúcho/nordestino/palmeirense) gera em você, sua resposta poderá ser negativa ou positiva, fazendo com que espere que o sujeito estereotipado se comporte de maneiras peculiares, boas ou ruins.

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O que significa sermos livres para tomar decisões, se nosso comportamento não faz senão seguir as leis da natureza?

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Imagem: s/n

“Existe uma questão em particular, em relação a nós mesmos, que muitas vezes nos deixa perplexos: o que significa sermos livres para tomar decisões, se nosso comportamento não faz senão seguir as leis da natureza? Será que não há contradição entre nossa sensação de liberdade e a lógica com a qual já compreendemos que se desenvolvem as coisas do mundo? Será que existe em nós alguma coisa que escapa às regularidades da natureza, e nos permite distorcê-las e desviá-las com nosso pensamento livre?

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