Arquivo da categoria: Ciência

Arte e matemática

São treze vídeos que demonstram o quanto arte e matemática são interligadas.  Enquanto a Matemática apresenta a face mais rígida e estruturada da criação artística, a Arte representa a face mais intuitiva e lúdica do pensamento matemático. :D

Neste novo ano, desejo que você acredite no conhecimento

Imagem: DeviantArt

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Vivemos numa era em que a informação é abundante como em nunca outra“: Taí um dos clichês mais repetidos da atualidade. Tão repetido que Eric Schmidt, ex-CEO do Google, até o transformou em número: a cada 48 horas, produzimos 5 bilhões de gigabytes. E isso é mais do que tudo que foi criado entre o começo do mundo e 2003. Uau. Muito bacana. Mas e daí? Daí que a realidade é um pouco diferente. Sim, vivemos numa era de abundância. Mas informação é uma coisa. Conhecimento é outra. Uma está para a outra como o tijolo para a casa. Uma pilha de tijolos tem potencial para fazer maravilhas. Mas sozinha ela é só uma pilha.

Eis então um dos grandes desafios (e oportunidades) que temos adiante: transformar milhares de blocos, esses 5 bilhões de gigabytes de tijolos, em algo útil. Misturar cimento, construir as paredes, mostrar o contexto das coisas, dar sentido a elas, enfim, transformar informações em conhecimento.

É esta a meta deste blog.

Acredite no conhecimento. 

(texto adaptado de Sérgio Gwercman, que sem dúvidas merece todos os créditos)

Astronomia e arquitetura: como elas estão ligadas?

Imagem: Tumblr

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Via ScientificUS

Existe uma certa tendência para considerar as primeiras civilizações ignorantes em matéria de ciência. Na realidade, de muitos pontos de vista, eram de facto muito primitivos. Mas é notável que o seu profundo conhecimento de astronomia tenha também influenciado a sua arquitetura. Por volta de 3000 a.C. começou a construção de um dos mais famosos monumentos do mundo, Stonehenge, que hoje se pensa ter sido um primitivo observatório astronómico. Stonehenge é provavelmente o mais conhecido monumento megalítico da Europa. Fica numa zona rural em Inglaterra e é uma importante atração turística. Ninguém sabe precisamente como foi construído em diferentes épocas pelos druidas. A primeira fase deve ter começado há cerca de 5 mil anos, com a criação do núcleo original – um conjunto de banco de terra, buracos e valas. O primeiro círculo de pedras foi erigido possivelmente mil anos mais tarde, tendo sido completado por volta de 1500 a.C.

Há quem pense que Stonehenge foi usado para sacrifícios humanos ou como lugar de sepultura para pessoas importantes. Contudo, existe também uma teoria popular segundo a qual se trataria de uma espécie de observatório, usado para prever os movimentos e os eclipses da lua e do sol. As provas estão no alinhamento dos monumentos, que permite que todos os anos, no solstício de verão, o Sol nasça de uma das pedras principais, conhecida como a Heel Stone.

Na mesma época em que começou a ser construído Stonehenge, mas noutro continente, os egípcios erigiam as suas pirâmides de Gizé, localizadas de maneira a alinharem perfeitamente com certas estrelas do céu. Os antigos egípcios tinham grande interesse pelo céu. As pirâmides do planalto de Gizé estão alinhadas com grande precisão de acordo com os pontos cardeais; cada uma das faces está orientada para norte, sul, este ou oeste com diferença de apenas alguns décimos de grau. Além disso, no tempo em que as pirâmides foram construídas, o polo norte era diferente do atual. Há uma teoria, ainda não inteiramente fundamentada em provas, que sugere que Gizé foi construída como reflexo do céu noturno: as três pirâmides representariam as estrelas do cinturão da constelação de Orionte – conhecida pelos egípcios como Osiris, o deus dos Mortos –, enquanto a Esfinge seria a constelação de Leão e o rio Nilo a Via Láctea.

Dois milénios mais tarde, os maias faziam o mesmo no Novo Mundo. A civilização maia estabeleceu-se em territórios dos atuais México, Guatemala, Belize, Honduras e El Salvador e floresceu entre 1500 a.C. e 900 d.C.. Tal como os antigos gregos, os maias tinham um grande interesse científico pelos céus estimulado pela sua religião. As provas deste fascínio são claras, especialmente na orientação de muitas das suas cidades. Um bom exemplo é a famosa pirâmide de Palenque. As janelas laterais e o topo estão orientadas de maneira a serem plenamente iluminadas pelo sol na manhã anterior ao dia em que Vénus se torna visível. A pirâmide de Chichén Itzá oferece-nos outro exemplo. Nos equinócios, a iluminação do sol sobre as escadas e no topo da pirâmide cria a ilusão de uma serpente – o Quetzalcoatl, o deus-serpente maia, que personifica o planeta Vénus.

Estes são apenas alguns exemplos de civilizações que se dedicaram de forma independente a desenvolver a sua arquitetura de maneira que esta se conformasse ao movimento da luz no céu. :)

Como nossos cérebros modulares nos levam a negar e distorcer evidências

Imagem: Scientific American

Via: Edição Scientific American Brasil, nº 129

Se você já ponderou como pessoas inteligentes e educadas conseguem, diante de evidências  esmagadoramente contraditórias, acreditar que a evolução é um mito, que o aquecimento global é um boato, que vacinas provocam autismo e asma, e que os atentados de 9/11 foram orquestrados pela administração Bush, não perca mais tempo. A explicação está no que chamo de compartimentos à prova de lógica [logic-tight compartments] – módulos cerebrais análogos aos compartimentos estanques de navios.

O conceito de funções cerebrais compartimentalizadas, estejam em concerto ou em conflito, é uma ideia fundamental da psicologia evolutiva desde o início dos anos 1990.

De acordo com o psicólogo evolutivo da University of Pennsylvania, Robert Kurzban em Why Everyone (Else) Is a Hypocrite (Princeton University Press, 2010, Porque Todos (os Outros) são Hipócritas, em tradução livre) o cérebro evoluiu como um órgão modular, multitarefa, para resolver problemas – um canivete suíço de ferramentas práticas, na velha metáfora, ou um iPhone cheio de aplicativos na versão de Kurzban.

Não há um self unificado que gera crenças internamente consistentes e aparentemente coerentes livres de conflito. Em vez disso, nós somos uma coleção de módulos distintos, mas interagentes, que frequentemente estão brigados uns com os outros. O módulo que nos leva a desejar doces e comidas gordurosas no curto prazo está em conflito com o módulo que monitora nossa imagem corporal e saúde no longo prazo. O módulo para cooperação está em conflito com o módulo de competição, assim como os módulos para altruísmo e avareza, ou os módulos para dizer a verdade e mentir.

A compartimentalização também funciona quando novas teorias científicas entram em conflito com crenças mais antigas e ingênuas.

No artigo de 2012 “Scientific Knowledge Suppresses but Does Not Supplant Earlier Intuitions” [Conhecimento Científico Suprime, mas não Substitui Intuições anteriores, em tradução livre] publicado no periódico Cognition, os psicólogos Andrew Shtulman e Joshua Valcarcel do Occidental College, descobriram que indivíduos verificavam mais rapidamente a validade de afirmações científicas quando elas concordavam com suas ingênuas crenças anteriores.

Afirmações científicas contraditórias eram processadas mais lentamente e com menos precisão, sugerindo que “teorias ingênuas sobrevivem à aquisição de uma teoria científica mutuamente incompatível, coexistindo com essa teoria por muitos anos”.

A dissonância cognitiva também pode estar funcionando na compartimentalização de crenças.

No artigo de 2010 “When in Doubt, Shout!”, [Se estiver em dúvida, Grite!] publicado em Psychological Science, os pesquisadores David Gal e Derek Rucker da Northwestern University descobriram que quando as crenças mais queridas dos indivíduos eram questionadas, eles “se engajavam em defender mais suas crenças (…) que pessoas que não tiveram sua confiança enfraquecida”.

Mais tarde eles concluíram que evangelistas entusiásticos de uma crença podem na verdade estar “fervendo de dúvida”, e assim seu proselitismo persistente pode ser um sinal de que a crença encobre ceticismo. Além disso, nossos compartimentos à prova de lógica são influenciados por nossas emoções morais, que nos levam a torcer e distorcer dados e evidências por meio de um processo chamado de raciocínio motivado.

O módulo de defender nossas preferências religiosas, por exemplo, motiva crédulos a procurar e encontrar fatos que apoiam, por exemplo, o modelo bíblico de uma Terra jovem em que a esmagadora evidência de uma Terra antiga deve ser negada. O módulo contendo nossas predileções políticas se elas são, por exemplo, mais conservadoras, pode motivar pró-capitalistas a acreditar que qualquer tentativa de reduzir a poluição industrial por causa da ameaça do aquecimento global deve ser um boato liberal.

O que pode ser feito para derrubar as paredes que separam nossos compartimentos à prova de lógica?

No artigo de 2012 “Misinformation and Its Correction: Continued Influence and Succesful Debiasing” [“Desinformação e sua correção: influência continuada e desenviesação bem sucedida”, em tradução adaptada], publicado em Psychological Science in the Public Interest, o psicólogo Stephan Lewandowsky e seus colegas da University of Western Australia, sugerem essas estratégias:

“Considere as lacunas que são criadas nos modelos mentais de eventos das pessoas pelo questionamento e preencha-as com uma explicação alternativa(…). Para evitar tornar as pessoas mais familiares com a desinformação(…), enfatize os fatos que você deseja comunicar, e não o mito. Forneça um aviso explícito antes de mencionar um mito, para garantir que as pessoas estejam cognitivamente protegidas e menos inclinadas a serem influenciadas pela desinformação(…). Considere o conteúdo que você quer transmitir pode ser ameaçador para a visão de mundo e valores de sua audiência. Se for o caso, você arrisca que a visão de mundo saia pela culatra”.

Desbancar não é suficiente. Nós precisamos substituir ideias ruins com boa ciência.    

As cinco principais ideias erradas sobre evolução

Caleb Trujillo, candidato a Ph.D. na Universidade de Purdue (EUA), elaborou este infográfico explicando os cinco principais equívocos sobre evolução. São ideias errôneas que muitos ainda tomam como verdadeiras, e que são amplamente utilizadas por criacionistas para desmerecer a teoria evolutiva. Confira nas imagens abaixo.

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/as-cinco-principais-ideias-erradas-sobre-evolucao-de-acordo-com-cientistas/

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