Arquivo da categoria: Documentários

(Grande) lista de documentários que você vai amar assistir

Há mais ou menos três anos, fiz uma lista de documentários para assistir e publiquei aqui no blog. Todo ano eu a republico, devidamente atualizada, para compartilhar todos os documentários que considero aproveitáveis/bons/ ótimos. A lista está classificada por temas e, caso você tenha uma indicação/sugestão, basta deixar nos comentários.

  • ARTE

Sobre o poder transformador da arte: “Lixo extraordinário”.

Sobre a “arte” no nazismo: “Arquitetura da destruição”.

História da arte, persuasão e outros temas: “Como a arte moldou o mundo”, que é da BBC. Recomendadíssimo.

Dear Mr. Watterson: Este documentário explora o surgimento e a fama das histórias em quadrinhos com os personagens Calvin & Hobbes, criadas por Bill Watterson. O filme enfoca o impacto que o desenho teve na vida de muitas pessoas, mostrando o processo criativo do cartunista e peso econômico e cultural dos personagens.

Jorodowkiys dune: Um documentário sobre os bastidores de um projeto cancelado: a adaptação cinematográfica do romance de ficção científica “Duna” por Alejandro Jodorowsky em 1970. Dirigido por Franck Pivatch.

  • HISTÓRIA

Série “Roma” (HBO) mostra vários aspectos da cultura romana. É, em verdade, uma série ficcional.

Vikings: Excelente apresentação dos principais estilos artísticos e do cotidiano material dos nórdicos durante a Era Viking.

Connections: Este é antigo, mas é fascinante, Conexões, com James Burke. Como chegamos até aqui, e todas as conexões não aparentes de nosso mundo, e através da história. Fascinante!

Sobre o mito: “O poder do mito”, de Joseph Campbell.

“Racism, a story” é um documentário da BBC sobre racismo.

“Histórias de heróis viajantes” busca a origem dos mitos gregos.

“Libertação 1945″ fala sobre duas diferentes frentes de batalha durante a Segunda Guerra. A parte do genocídio é bizarra.

“Matando Hitler” é o documentário da National Geographic sobre as tentativas de matar o “líder” nazista.

“Arquivos secretos da inquisição” é do History Channel, e mostra os pontos mais obscuros de intervenção da Igreja Católica.

Sobre o mito do Papai Noel: Assisti faz pouco tempo no History Channel “A verdadeira face do Papai Noel”.

Sobre o Brasil: “Raízes do Brasil”, do Sérgio Buarque de Hollanda.

“Do horror à memória” – sobre o centro de detenção clandestina da Argentina que torturou e assassinou cerca de 5 mil pessoas.

Sobre o holocausto: “Rompendo o silêncio”.

“O povo brasileiro” é um documentário baseado na obra de Darcy Ribeiro.

Documentário sobre racismo: “A negação do Brasil”.

Sobre medievalismos: “Por dentro da mente medieval”.

Para quem estuda história das religiões: “História das religiões”. 13 episódios.

“Julgamento em Nuremberg” fala do julgamento de Rudolf Hess, um dos fanáticos entre Adolf Hitler.

  • CIÊNCIA

“IMAX Hubble” – para quem curte as imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble. É de arrepiar. Apaixonante!

Árvore da vida: O Documentário sobre Charles Darwin e sua teoria revolucionária da evolução pela seleção natural, produzido pela BBC para marcar o bicentenário do nascimento de Darwin.

No jardim de Darwin:  Filmada nos jardins e estufas da casa de Darwin, na Inglaterra, a série redescobre a ciência botando a mão na massa. Os episódios são ilustrados com lindas imagens em alta definição e gráficos surpreendentes.

Sobre Einstein e suas teorias: “Einstein muito além da relatividade”.

Sobre teoria da evolução: há o documentário “O relojoeiro cego” – baseado no livro de mesmo nome, do Richard Dawkins.

Sobre as missões Apollo: “Na sombra da Lua”.

Space race”: documentário da BBC sobre a história da conquista espacial é imperdível, principalmente as histórias da disputa entre Sergei Korolev (engenheiro chefe do programa soviético) e Wernher von Braun (diretor do Marshall Space Flight Center).

“Janela da alma”– sobre deficiência visual e comportamento. Em um mundo saturado de imagens, o ver e o não-ver.

Também sobre Darwin há o documentário “O gênio de Charles Darwin. Foi escrito e apresentado pelo Richard Dawkins.

“Sobre a evolução “A origem do homem”, do Discovery Channel.

Através do buraco de minhoca“: Consegue explorar bem as coisas novas da astronomia.

Sobre a conquista espacial (do lado americano): “Grandes Missões da NASA”.

“Confinamento solitário” é um documentário do canal National Geographic sobre o que acontece com o indivíduo durante o isolamento.

“Stephen Hawking – Uma breve história do Tempo”, baseado no livro de mesmo nome.

Cosmos” está sempre entre os meus preferidos, tanto na versão original (com Carl Sagan) quanto no recente remake (com Neil Tyson).

Não existe amanhã“: a animação mostra com fatos e números o quanto nos resta de recursos findáveis e quanto tempo demoraríamos para consumi-los até o esgotamento total.

  • OUTROS

“No estranho planeta dos seres audiovisuais” é um documentário de 16 episódios que mostra a nossa relação com o audiovisual.

Marjoe: Conta a história de um evangelista, Marjoe Gortner, que depois de enganar milhares de fiéis por anos, tem uma crise de consciência e resolve mostrar para as câmeras suas técnicas de charlatanismo. O filme causou tanta revolta na época que nunca mais foi exibido, apesar de ter levado o Oscar. O negativo por pouco não foi perdido e o filme só foi lançado em DVD há pouco tempo.

Cabra Marcado para Morrer: Dois grandes filmes em um. Depois que os militares interrompem as filmagens de um documentário sobre lideranças camponesas, em 1964, Coutinho volta ao local, 18 anos depois, para retomar a história. Fascinante.

Basquete Blues” (“Hoop Dreams“, 1994): de Steve James, um dos marcos da revolução das câmeras digitais, ao acompanhar por quase meia década a luta de dois jovens afro-americanos de Chicago por uma carreira no basquete

Surplus: critica ao consumismo, o documentário aborda a essência humana, as necessidades sociais e reações às dificuldades corriqueiras da vida em sociedade.

A educação proibida”  trata do questionamento das lógicas da escolarização moderna e uma nova forma de entender a educação, apontando novas experiências educativas que são nada convencionais, apresentando um modelo de aprendizado mais lúdico e com mais experiências se comparado ao atualmente utilizado.

“Estamira” me ganhou desde a primeira vez que assisti. Estamira é uma mulher de 63 anos que sofre de “distúrbios mentais”. Ela vive e trabalha há 20 anos no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, um local que recebe diariamente mais de 8 mil toneladas de lixo da cidade do Rio de Janeiro. Com um discurso filosófico e poético, ela analisa questões de interesse global.

“Notícias de uma guerra particular” é o documentário que deu origem ao “Tropa de elite”.

Para os administradores e curiosos de plantão: “O jeito Google de trabalhar” (National Geographic) mostra os bastidores do Google.

“O Inferno de Dante” (do Discovery Channel) leva os “círculos do inferno de Dante Alighieri” para a interpretação contemporânea.

Sobre os jovens (menores de 18 anos) em conflito com a lei: Documentário “Juízo”.

Esse tem que ser muito analisado, um documentário duro e frio: “Olhos azuis” (Blue eyed), com a Jane Elliot. É sobre preconceito racial.

Sobre o suicídio assistido: “EXIT: O Direito de Morrer”.

Desigualdade econômica do Brasil: “Boca de Lixo”.

Sobre crise populacional: “Quantas pessoas podem viver na Terra?”. É um documentário da BBC.

Sobre o sistema carcerário dos EUA: “Imagens da prisão”.

“Sicko”, do Moore – sobre o sistema norte-americano de convênios médicos. É BIZARRO e indignante.

Sobre o roubo da imagem/identidade das comunidades em SP: “À margem da imagem”.

“Objectified” investiga nossa relação com os objetos produzidos e as pessoas que os projetam.

Sobre a política de drogas no Brasil e no mundo: “Cortina de fumaça”.

“Complexo – Universo Paralelo”: Uma visão sensível de dentro da favela.

Para quem curte Friedrich Nietzsche, há o documentário da BBC: “Nietzsche – All To Human”.

Aos que curtem Kafka, existe um documentário de Modesto Carone sobre Kafka.

Sobre música clássica, havia uma série chamada “the great composers” (BBC).

Sobre Espinosa: “Espinosa – O Apóstolo da Razão“.

“Prisoneiros da grade de ferro”: Um ano antes da desativação do Carandiru, detentos documentam o cotidiano do presídio.

A educação proibida: Este documentário propõe o questionamento das lógicas da escolarização moderna e uma nova forma de entender a educação, apontando novas experiências educativas que são nada convencionais, apresentando um modelo de aprendizado mais lúdico e com mais experiências se comparado ao atualmente utilizado.

CitizenFour: Vencedor do Oscar de Melhor Documentário, Citizenfour conta a história de Edward Snowden, enquanto discute a questão da espionagem.

E se você faz boas leituras em inglês, ESTA OUTRA LISTA pode ajudá-lo bastante.

Aproveite!

Mais de 50 dicas de documentários, classificados por tema

Imagem: s/n

Imagem: s/n

Há mais ou menos três anos, fiz uma lista de documentários para assistir e publiquei aqui no blog. Desta vez, republico esta lista devidamente atualizada, para compartilhar todos os documentários que considero aproveitáveis/bons/ ótimos. Refiz a lista, classifiquei e eis que surge:

  • ARTE

Sobre o poder transformador da arte: “Lixo extraordinário”.

Sobre a “arte” no nazismo: “Arquitetura da destruição”.

História da arte, persuasão e outros temas: “Como a arte moldou o mundo”, que é da BBC. Recomendadíssimo.

  • HISTÓRIA

Série “Roma” (HBO) mostra vários aspectos da cultura romana. É, em verdade, uma série ficcional.

Sobre o mito: “O poder do mito”, de Joseph Campbell.

“Racism, a story” é um documentário da BBC sobre racismo.

“Histórias de heróis viajantes” busca a origem dos mitos gregos.

“Libertação 1945″ fala sobre duas diferentes frentes de batalha durante a Segunda Guerra. A parte do genocídio é bizarra.

“Matando Hitler” é o documentário da National Geographic sobre as tentativas de matar o “líder” nazista.

“Arquivos secretos da inquisição” é do History Channel, e mostra os pontos mais obscuros de intervenção da Igreja Católica.

Sobre o mito do Papai Noel: Assisti faz pouco tempo no History Channel “A verdadeira face do Papai Noel”.

Sobre o Brasil: “Raízes do Brasil”, do Sérgio Buarque de Hollanda.

“Do horror à memória” – sobre o centro de detenção clandestina da Argentina que torturou e assassinou cerca de 5 mil pessoas.

Sobre o holocausto: “Rompendo o silêncio”.

“O povo brasileiro” é um documentário baseado na obra de Darcy Ribeiro.

Documentário sobre racismo: “A negação do Brasil”.

Sobre medievalismos: “Por dentro da mente medieval”.

Para quem estuda história das religiões: “História das religiões”. 13 episódios.

“Julgamento em Nuremberg” fala do julgamento de Rudolf Hess, um dos fanáticos entre Adolf Hitler.

  • CIÊNCIA

“IMAX Hubble” – para quem curte as imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble. É de arrepiar. Apaixonante!

Sobre Einstein e suas teorias: “Einstein muito além da relatividade”.

Sobre C. Darwin: “Darwin, a viagem que abalou o mundo”.

Sobre teoria da evolução: há o documentário “O relojoeiro cego” – baseado no livro de mesmo nome, do Richard Dawkins.

Sobre as missões Apollo: “Na sombra da Lua”.

Space race”: documentário da BBC sobre a história da conquista espacial é imperdível, principalmente as histórias da disputa entre Sergei Korolev (engenheiro chefe do programa soviético) e Wernher von Braun (diretor do Marshall Space Flight Center).

“Janela da alma”– sobre deficiência visual e comportamento. Em um mundo saturado de imagens, o ver e o não-ver.

Também sobre Darwin há o documentário “O gênio de Charles Darwin. Foi escrito e apresentado pelo Richard Dawkins.

“Sobre a evolução “A origem do homem”, do Discovery Channel.

Através do buraco de minhoca“: Consegue explorar bem as coisas novas da astronomia.

Sobre a conquista espacial (do lado americano): “Grandes Missões da NASA”.

“Confinamento solitário” é um documentário do canal National Geographic sobre o que acontece com o indivíduo durante o isolamento.

“Stephen Hawking – Uma breve história do Tempo”, baseado no livro de mesmo nome.

Cosmos” está sempre entre os meus preferidos, tanto na versão original (com Carl Sagan) quanto no recente remake (com Neil Tyson).

Não existe amanhã“: a animação mostra com fatos e números o quanto nos resta de recursos findáveis e quanto tempo demoraríamos para consumi-los até o esgotamento total.

  • OUTROS

“No estranho planeta dos seres audiovisuais” é um documentário de 16 episódios que mostra a nossa relação com o audiovisual.

“Surplus”: critica ao consumismo, o documentário aborda a essência humana, as necessidades sociais e reações às dificuldades corriqueiras da vida em sociedade.

A educação proibida”  trata do questionamento das lógicas da escolarização moderna e uma nova forma de entender a educação, apontando novas experiências educativas que são nada convencionais, apresentando um modelo de aprendizado mais lúdico e com mais experiências se comparado ao atualmente utilizado.

“Estamira” me ganhou desde a primeira vez que assisti. Estamira é uma mulher de 63 anos que sofre de “distúrbios mentais”. Ela vive e trabalha há 20 anos no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, um local que recebe diariamente mais de 8 mil toneladas de lixo da cidade do Rio de Janeiro. Com um discurso filosófico e poético, ela analisa questões de interesse global.

“Notícias de uma guerra particular” é o documentário que deu origem ao “Tropa de elite”.

Para os administradores e curiosos de plantão: “O jeito Google de trabalhar” (National Geographic) mostra os bastidores do Google.

“O Inferno de Dante” (do Discovery Channel) leva os “círculos do inferno de Dante Alighieri” para a interpretação contemporânea.

Sobre os jovens (menores de 18 anos) em conflito com a lei: Documentário “Juízo”.

Esse tem que ser muito analisado, um documentário duro e frio: “Olhos azuis” (Blue eyed), com a Jane Elliot. É sobre preconceito racial.

Sobre o suicídio assistido: “EXIT: O Direito de Morrer”.

Desigualdade econômica do Brasil: “Boca de Lixo”.

Sobre crise populacional: “Quantas pessoas podem viver na Terra?”. É um documentário da BBC.

Sobre o sistema carcerário dos EUA: “Imagens da prisão”.

“Sicko”, do Moore – sobre o sistema norte-americano de convênios médicos. É BIZARRO e indignante.

Sobre o roubo da imagem/identidade das comunidades em SP: “À margem da imagem”.

“Objectified” investiga nossa relação com os objetos produzidos e as pessoas que os projetam.

Sobre a política de drogas no Brasil e no mundo: “Cortina de fumaça”.

“Complexo – Universo Paralelo”: Uma visão sensível de dentro da favela.

Para quem curte Friedrich Nietzsche, há o documentário da BBC: “Nietzsche – All To Human”.

Aos que curtem Kafka, existe um documentário de Modesto Carone sobre Kafka.

Sobre música clássica, havia uma série chamada “the great composers” (BBC).

Sobre Espinosa: “Espinosa – O Apóstolo da Razão“.

“Prisoneiros da grade de ferro”: Um ano antes da desativação do Carandiru, detentos documentam o cotidiano do presídio.

Até mais e obrigada pelos peixes!

Curso “Justice” (Justiça), de Michael Sandel – completo e legendado

Este curso foi certamente um dos que mais me apaixonou. O filósofo Michael Sandel traz à tona a complexidade do conceito de justiça, ilustrando-a com exemplos históricos e dilemas morais. Vale MUITO à pena assistir. Eu garanto.

Todos os episódios estão completos e legendados.  Você confere os vídeos na própria playlist (a sequência dos episódios junto ao resumo de cada um está listada logo abaixo):

  • 1. O lado moral do assassinato – O que você faria se tivesse de escolher entre matar uma pessoa para salvar as vidas de outras cinco e não fazer nada, mesmo que soubesse que cinco pessoas morreriam diante de seus olhos? Qual seria a coisa certa a fazer? O Professor Michael Sandel usa essa situação hipotética para iniciar o seu curso de filosofia moral.
  • 2. O processo sobre canibalismo – Nesta segunda aula do curso “Justice, qual a coisa certa a fazer?” o professor Michael Sandel apresenta os princípios do filósofo utilitarista Jeremy Bentham a partir de um famoso caso legal do século XIX envolvendo quatro náufragos. Depois de 19 dias à deriva no mar, o capitão decide matar o taifeiro, o mais fraco deles, para que os outros se alimentassem de sua carne e de seu sangue para sobreviver.
  • 3. Colocando um preço na vida – O professor Michael Sandel apresenta alguns casos contemporâneos nos quais a análise de custo-benefício foi usada para colocar um valor monetário na vida humana. Os casos levantam várias objeções à lógica do utilitarismo de procurar o bem maior para o maior número de pessoas. É possível somar e comparar todos os valores usando o dinheiro como medida?
  • 4. Como medir o prazer – O professor Michael Sandel apresenta John Stuart Mill, filósofo utilitarista que defende que “buscar o bem maior para o maior número de pessoas” é compatível com a proteção dos direitos individuais e que o utilitarismo pode abrir espaço para se fazer a distinção entre prazeres mais e menos elevados. O professor Sandel testa esta teoria exibindo videoclipes de três diferentes formas de entretenimento: Hamlet, de Shakespeare, o reality show Hipertensão e Os Simpsons.
  • 5. Liberdade de escolha – Com referências bem-humoradas a Bill Gates e Michael Jordan, o professor Michael Sandel apresenta a noção liberal de que a redistribuição de renda através de impostos – taxar os ricos para dar aos pobres – é equivalente aos trabalhos forçados.
  • 6. Quem é meu dono? – Quem é meu Dono? discute o sistema tributário distributivo. Se você vive numa sociedade que adota o sistema de tributação progressiva, é obrigado a pagar os impostos? É correto tirar dos ricos para dar aos pobres?
  • 7. Obediência – Se todos temos direitos inalienáveis à vida, liberdade e propriedade, como pode o governo impor leis fiscais aprovadas pelos representantes da maioria? Isso não equivale tomar a propriedade das pessoas sem o seu consentimento? A resposta do filósofo John Locke é que, quando escolhemos viver em sociedade, nós damos nosso consentimento tácito de obediência às leis de imposto aprovadas por maioria no parlamento.
  • 8. Barriga de aluguel – Michael Sandel examina o princípio do livre-mercado em relação aos direitos reprodutivos. O professor começa com uma discussão bem-humorada sobre o negócio de doação de óvulos e espermatozoides. Ele descreve, então, o caso de “Baby M” — uma famosa disputa legal que levantou a perturbadora questão “Quem é dono de um bebê?”. Os estudantes debatem a natureza do consentimento informado, a moralidade de vender uma vida humana e o significado dos direitos maternais.
  • 9. Mercenários – Durante a Guerra Civil Americana, os convocados tinham a opção de contratar substitutos para lutar em seu lugar. Muitos estudantes acharam injusta a política de permitir que os ricos evitassem arriscar a vida no serviço militar pagando cidadãos menos privilegiados para lutar no lugar deles. Isto levou a um debate sobre a guerra e alistamento. O sistema atual de alistamento voluntário nos Estados Unidos está sujeito ao mesmo tipo de condenação?
  • 10. Pense na sua intenção – Nesta palestra, o professor Michael Sandel apresenta o filósofo Immanuel Kant, que rejeita o utilitarismo. Ele argumenta que cada um de nós tem determinados deveres e direitos fundamentais que têm prioridade em relação à maximização da utilidade. Quando agimos por dever, fazendo algo simplesmente porque é certo, é que nossas ações têm valor moral. Kant dá o exemplo de um comerciante que deixa de dar o troco errado a um freguês só porque o seu negócio pode ser afetado se os outros fregueses descobrirem. Para Kant, a ação do comerciante não tem valor moral, porque ele fez a coisa certa pela razão errada.
  • 11. O princípio supremo da moralidade – O filósofo Immanuel Kant diz que o que dá valor moral às nossas ações é a capacidade de passar por cima de interesse pessoal e inclinação e agir por dever. O professor Sandel conta a história real de um garoto de 13 anos que venceu um concurso de soletração mas, depois, admitiu para os juízes que, na verdade, havia errado a última palavra. Usando este e outros casos, Michael Sandel explica o teste de Kant para determinar se uma ação é moralmente correta: identificar o princípio expresso em nossa ação e então se perguntar se esse princípio poderia se tornar uma lei universal que todos os seres humanos poderiam seguir.
  • 12. Uma lição sobre a mentira – Immanuel Kant acreditava que mentir, mesmo uma mentira inócua, é uma violação da própria dignidade. O professor Sandel convida os estudantes a testar a teoria de Kant com um caso hipotético: se um amigo se esconde na sua casa e uma pessoa querendo matá-lo bate à sua porta e pergunta pelo seu amigo, seria errado mentir? Isto leva a um vídeo de um dos mais famosos e recentes exemplos de como esquivar-se da verdade: o presidente dos EUA, Bill Clinton, falando de seu relacionamento com Monica Lewinsky.
  • 13. Negócio é negócio – Aula do curso Justice, do professor Michael Sandel, de Harvard. Ele apresenta o filósofo John Rawls, que defende que um conjunto justo de princípios seria aquele com princípios com os quais todos concordaríamos se tivéssemos de escolher regras para nossa sociedade e ninguém tivesse qualquer poder injusto de barganha.
  • 14. O que é um bom começo? –  O filósofo John Rawls defende que mesmo a meritocracia — um sistema distributivo que recompensa o esforço — não avança o suficiente em igualar as oportunidades porque aqueles que são naturalmente talentosos vão sempre estar à frente. Além disso, diz Rawls, os naturalmente talentosos não podem reivindicar muito crédito, porque o sucesso deles frequentemente depende de fatores tão arbitrários como, por exemplo, a ordem de nascimento. O professor Sandel demonstra a afirmação de Rawls ao pedir aos alunos que os primogênitos levantem as mãos.
  • 15. O que merecemos? – O professor Sandel discute a justiça das diferenças de ganho na sociedade moderna. Ele compara o salário de 200 mil dólares anuais da ex-juíza da Suprema Corte Sandra Day O’Connor com o salário de 25 milhões de dólares ao ano do televisivo Juiz Judy. Sandel pergunta: é justo? Para o filósofo John Rawls, a resposta é não. John Rawls, que morreu em 2002, aos 81 anos, é um dos mais conhecidos filósofos americanos do século XX e reputado o principal teórico da atual democracia liberal.
  • 16. Discutindo ações afirmativas – O professor Michael Sandel conta um caso judicial de 1996 em que uma mulher branca, Cheryl Hopwood, que não conseguiu vaga numa escola de Direito do Texas mesmo com notas mais altas do que as de alguns concorrentes que foram admitidos em virtude de cotas. Ela entrou na justiça com o argumento de que o programa de ações afirmativas da escola violava os seus direitos. Os estudantes discutem os prós e os contras da ação afirmativa. Será que devemos tentar corrigir as desigualdades das oportunidades escolares levando em conta a raça? Devemos procurar a compensação para injustiças históricas como escravidão e segregação? É válida a defesa da promoção da diversidade? Pode isto valer mais que o argumento de que os esforços e conquistas da estudante devem ter peso maior do que fatores que estão fora do controle dela e que são, portanto, arbitrários? Quando a missão declarada de uma universidade é aumentar a diversidade, negar a admissão de uma pessoa branca é uma violação de direitos?
  • 17. Qual o propósito? – Nesta palestra do curso Justice, o professor Michael Sandel apresenta a teoria da Justiça de Aristóteles, que é diversa e discordante das ideias já mostradas, de John Rawls e de Immanuel Kant. Aristóteles acreditava que a Justiça é uma questão de garantir os direitos de cada um. Quando se trata de distribuição, o filósofo grego afirma que deve se levar em conta a meta, o fim, o propósito do que está sendo distribuído. Por exemplo: as melhores flautas devem ser dadas aos melhores flautistas. E os cargos políticos mais importantes devem ser ocupados pelos cidadãos com maior espírito cívico e melhor capacidade de julgamento. Para Aristóteles, Justiça é uma questão de combinar as virtudes de uma pessoa com um papel apropriado a elas.
  • 18. O bom cidadão – Aristóteles acreditava que o propósito da política é o de promover e cultivar a virtude dos cidadãos. O “telos” ou meta do estado e da comunidade é uma vida melhor. E os cidadãos que mais contribuem para o bem da comunidade são os que devem ser mais recompensados. Mas como saber o que é melhor para uma comunidade? A teoria da Justiça de Aristóteles gera na classe de Michael Sandel um debate sobre golfe. O professor Sandel conta o caso de Casey Martin, um golfista com dificuldades congênitas de locomoção, que processou a Associação de Golfistas Profissionais por ter negado o seu pedido de usar um carrinho de golfe no torneio da associação. O caso leva a um debate sobre o propósito do golfe e se a capacidade de um jogador de “percorrer o circuito” é essencial para o jogo.
  • 19. Liberdade de escolha x Aceitação social – Como Aristóteles trata da questão dos direitos individuais e da liberdade de escolha? Se o nosso lugar na sociedade é determinado pelo papel que melhor cumprimos, será que isso não elimina a escolha pessoal? E se eu tenho maiores aptidões para um tipo de trabalho mas quero fazer outro? Nesta palestra, o professor Sandel apresenta uma das mais notórias objeções à visão de Aristóteles sobre a liberdade — sua defesa da escravidão com um papel de adequação social para determinados seres humanos. Os estudantes discutem outras objeções às teorias de Aristóteles e debatem se a filosofia dele restringe excessivamente a liberdade dos indivíduos.
  • 20. Reivindicações da comunidade – . O Comunitarismo é uma corrente ideológica que enfatiza a responsabilidade do indivíduo com a comunidade e a importância social da unidade familiar. Fontes de filosofia política consideram-no uma reação às ideias de John Rawls em Uma Teoria da Justiça – que já foram discutidas em Justice. Para os comunitaristas, temos outros deveres além dos universais – obrigações relativas à comunidade, de solidariedade e de lealdade, que não são objeto de escolha. Algumas delas são herdadas da família, da cidade, do país. Na palestra de hoje, Reivindicações da Comunidade, o professor Michael Sandel discute as formulações dos comunitaristas sobre os deveres com a família e a comunidade em confronto com nossas obrigações universais com a Humanidade. O que acontece se elas entram em conflito?
  • 21. Onde reside a nossa lealdade – O professor de filosofia política Michael Sandel pergunta se devemos fazer mais pelos cidadãos do nosso país do que pelos cidadãos de outros países. E ele questiona a universalidade dos direitos humanos diante da necessidade de sermos patriotas, de termos uma identidade definida pelo lugar onde vivemos.
  • 22. Casamento do mesmo sexo – Esta palestra de MIchael Sandel trata de casamentos de pessoas do mesmo sexo – um tema polêmico em todo mundo e que provocou muita confusão no Congresso Nacional aqui no Brasil. O professor Sandel argumenta que precisamos lidar com o fato de que as pessoas têm idéias diferentes sobre o que é bom. Os alunos então passam a um interessante e acalorado debate sobre a legalização de casamentos de pessoas do mesmo sexo, sobre a questão moral que envolve a homossexualidade e a finalidade do casamento.
  • 23. A boa vida – Na última aula do curso, o professor Sandel retoma as discussões sobre as questões do casamento entre pessoas do mesmo sexo e do aborto. Na sua fala final ele opina sobre como a justiça, a moral e as religiões devem ser compreendidas para que uma sociedade democrática possa conviver em harmonia.

(Vídeo) Nós que aqui estamos por vós esperamos

Um documentário sobre arte e guerra, sonho e realidade, vida e morte.

Com imagens de arquivos, extratos de documentários e de algumas obras clássicas do cinema, o filme faz uma retrospectiva das principais mudanças que marcaram o século XX, retratando tanto os personagens que entraram para história, como homens comuns que em seu cotidiano também fizeram a história desse século.

E muito do que os indivíduos desta época viveram pode se repetir nos séculos seguintes: cabe (re)pensar o nosso aqui e agora.

DIREÇÃO: Marcelo Masagão, responsável também pela produção, pesquisa e edição do filme
ELENCO: não possui, utilizando-se apenas de imagens; 55 min.
MÚSICA: Win Mestens

[Lista] Filmes para aprender história

Imagem: Google

Imagem: Google

Gosta de filmes? Que tal estudar história enquanto os assiste? Aqui vai uma lista de filmes que o ajudarão nisso (divididos por épocas históricas):

Pré-história
– A Guerra do Fogo
– O Elo Perdido

Grécia Antiga e helenística
– 300 (há controvérsias)
– Alexandre
– Tróia

Império Romano
– Asterix
– Gladiador
– Calígula
– Átila, o Huno
– Augustus
– Spartacus

Idade Média/Feudalismo
– O Nome da Rosa
– O Incrível Exército de Brancaleone
– Cruzada
– Coração Valente
– Joana D’Arc
– O Sétimo Selo

Grandes Navegações
– 1492 – A Conquista do Paraíso
– Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento

Absolutismo
– O Homem da Máscara de Ferro
– Cromwell

Reforma Protestante
– Lutero

Renascimento
– Dom Quixote
– Agonia e Êxtase
– Shakespeare Apaixonado
– Giordano Bruno

Revolução Francesa
– Danton
– Maria Antonieta
– A Queda da Bastilha

Revolução Industrial
– Tempos Modernos
– Germinal

Rússia pré-revolução e Revolução Russa
– Rasputin
– O Encouraçado Potenkim
– Reds
– Dr. Jivago

Segunda Guerra Mundial e nazismo
– O Grande Ditador
– A Vida É Bela
– Pearl Harbor
– A Queda
– A Última Bomba Atômica
– Cartas de Iwo Jima
– O Resgate do Soldado Ryan
– Arquitetura da Destruição
– Europa, Europa
– A Lista de Schindler
– O Pianista
– Band of Brothers
– The Pacific

Guerra Fria
– Dr. Fantástico
– Os 13 Dias que Abalaram o Mundo
– Boa Noite e Boa Sorte
– Intriga Internacional
– Topázio
– O Dia Seguinte

Guerra do Vietnã
– Platoon
– Apocalipse Now
– Corações e Mentes
– Full Metal Jacket (Nascido para Matar)
– O Franco Atirador
– Bom dia, Vietnã

Luta dos direitos civis dos negros
– Mississipi em Chamas
– Malcolm X

América Latina das décadas de 1950 e 1960
– Diários de Motocicleta
– Chove Sobre Santiago
– O Segredo de Seus Olhos

África no século 20
– O Último Rei da Escócia
– Diamante de Sangue
– Hotel Ruanda
– O Jardineiro Fiel

Crise do socialismo, fim da União Soviética
– Adeus, Lênin

Conflito entre Israel e Palestina
– Lemon Tree
– Paradise Now
– Promessas de um Novo Mundo
– Valsa com Bashir
– Persepolis
– Zona Verde
– Falcão Negro em Perigo
– Syriana
– No Vale das Sombras

Terrorismo, guerras dos anos 2000
– Guerra ao Terror
– Restrepo
– Caminho para Guantánamo
– Fahrenheit 9/11
– Um dia em Setembro
– O Reino
– Munique
– Lágrimas do Sol
– A Hora Mais Escura

Descobrimento do Brasil / Período colonial do século 16
– Caramuru, a Invenção do Brasil
– A Missão
– Desmundo
– Como Era Gostoso o Meu Francês
– Hans Staden
– República Guarani

Brasil Colônia
– Carlota Joaquina
– Xica da Silva
– Tiradentes, o filme
– Independência ou Morte
– Os Inconfidentes
– Quilombo

Reinado
– Mauá, o Imperador e o Rei

Guerra do Paraguai
– Netto Perde Sua Alma

República da Espada
– Policarpo Quaresma

Imigração japonesa
– Gaijin: Os Caminhos da Liberdade

Começo do século 20
– Eternamente Pagu

Estado Novo e Era Vargas
– Olga
– Lamarca
– Memórias do Cárcere

Ditadura Militar
– Jango
– O que É Isso, Companheiro?
– Bye Bye, Brasil
– Pra Frente, Brasil
– Cidadão Boilesen
– Hércules 56
– Cabra Marcado Para Morrer
– O Bom Burguês
– Batismo de Sangue
– Zuzu Angel
– O Ano que meus pais saíram de férias