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O que queremos dizer quando utilizamos os termos “vulnerabilidade social” e “risco social”?

Imagem: Google imagens

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Nos discursos políticos, nas notícias de portais conhecidos ou nos comentários populares: é muito comum nos depararmos com as expressões “vulnerabilidade social” e “risco social“, mas nem sempre elas estão acompanhadas de uma utilização correta. Tendo observado estes equívocos, resolvi fazer esse post, ainda que breve, para elucidar ambos os termos.

Os conceitos atuais de ambos os termos foram cunhados pela NOB SUAS (Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social) de 2010 e são diferentes um do outro. Quando falamos em vulnerabilidade social, estamos nos referindo a situações que podem levar à exclusão de um grupo ou de um sujeito (por isso o termo empregado é “pessoa em situação de vulnerabilidade social” ou “grupo em situação de vulnerabilidade social”) que, por algum motivo, são os mais atingidos pelos efeitos das desigualdades sócioeconômicas e pela precariedade das políticas públicas. A vulnerabilidade, cabe salientar, não é apenas financeira. Ela envolve relação entre direitos existentes, o acesso a esses direitos e até mesmo as políticas públicas. Assim, ela também está ligada ao modo como um sujeito ou um grupo exercita e acessa sua cidadania.

Risco social é diferente de vulnerabilidade social. O termo risco social é utilizado quando tende a indicar algum tipo de perigo, demandando algum tipo de medidas – e independe de condição social (ou seja, está “além” da vulnerabilidade). Está ligado à probabilidade de determinado evento acontecer e, a partir disto, tentar minimizar seus efeitos. Situações de risco são, por exemplo, violações de direitos (violência intrafamiliar, violência doméstica, violência sexual, negligência, trabalho infantil, discriminação de gênero, entre outros) ou fragilização/rompimento de vínculos familiares e comunitário (pessoas em situação de rua, crianças e adolescentes sob medida protetiva ou privação de liberdade, idosos em situação de acolhimento).

Resumidamente, vulnerabilidade social é aquilo que torna um grupo ou um sujeito mais vulnerável às desigualdades socioeconômicas e ao precário acesso a direitos (civis, políticos ou sociais). Risco social é quando já houve violação de direitos ou quando há risco bastante provável destes direitos serem violados. Deu pra entender?

O fundamentalismo estéril e a discussão de gênero nas escolas

Imagem: Pablo Picasso,

Imagem: Pablo Picasso, “Mulher ao espelho”

Acompanhei – ainda que indiretamente – o debate que ocorreu na Câmara de Vereadores da cidade onde resido, acerca da “ideologia de gênero”. Infelizmente não pude falar abertamente sobre o tema na audiência pública, mas resumo aqui os comentários principais e minhas dúvidas e colocações sobre eles.

Em grande parte, a negativa dos que se põem contra a inclusão de gênero no PME circula na temática religiosa, tendo como principal ponto argumentativo a passagem bíblica de Levítico 20:13: “O homem que se deitar com outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação, deverão morrer, e seu sangue cairá sobre eles“. É exatamente neste ponto que se assenta o paradoxo: Se o problema é homem com homem e mulher com mulher, o problema é especificamente o gênero ou o sexo? Explico: se é o sexo, uma mulher trans pode namorar com uma mulher cis; o gênero é o mesmo, mas o sexo é oposto, e isto deveria ser aceito pela “oposição” ao PME. Se, ao contrário, o problema é o gênero, um casal formado por uma trans feminina e um homem cis, por exemplo, deveria ser aceito: o sexo é igual, contudo, o gênero é diferente. Nenhum dos casos, o entanto, é minimamente tolerado pela assertiva religiosa presente no debate.

Sob a mesma perspectiva, me parece que a ideia de gênero e sexo são dados (por aqueles que negam a discussão de gênero) como divinos, metafísicos, transcendentais. Neste caso, não adiantaria negar-se ao ensino de gênero, pois gênero e sexo seriam preestabelecidos desde sempre. É daí que parte uma outra perspectiva paradoxal: o argumento da “educação moral” (a educação para a diversidade, segundo argumentam alguns, não seria uma educação moral). Só existe a necessidade de uma educação moral se houver um consenso total sobre a moral? A moral vigente é quase sempre um contrato social modificável e não é, assim, universal.

Se a moral que acredito ser “correta” e “pronta” para ser ensinada é a moral que recebi transgeracionalmente (da minha própria família), qual seria seu fundamento? Religioso? Mas que garantia tenho de que a fé religiosa que professo seja amanhã a fé que professarão meus filhos? Se não há uma religião universal e a própria religião, de tempos em tempos, muda seus preceitos e interpretações, então o fundamento da moral deve ser independente da religião. A vontade de educação é sempre uma vontade voltada para o futuro: precisamos fundamentar a moral de hoje para amanhã, ou seja, para as terras incertas do futuro.

Queremos a liberdade. Também a moral é pautada na liberdade, pois ela supõe que o querer humano tem liberdade para escolher entre bem e mal. Fora da liberdade, absolutamente nenhuma exigência moral teria qualquer sentido. Afinal, quero o que quero porque é lícito ou porque é de minha vontade? E até que ponto o problema da moral não se confunde com o problema da liberdade? Disse Pascal que “cada um é tudo para si mesmo, pois, ele morto, o tudo estará morto para si“. Não podemos, contudo, utilizar a nós mesmos como contrapeso pra tudo, como medida para todas as coisas. Precisa-se de uma crítica sobre o valor desses valores morais, sejam quais forem.

Quando os fundamentalistas afirmam uma “preocupação” com a família, o discurso em primeiro momento nos parece compreensível. Lembra-nos Lucrécio: “a descoberta do fogo e do lar são a origem da civilização, e o nascimento das ideias morais é explicado pela preocupação comum dos adultos em proteger seus lares”. Pelo menos a maioria de nós quer e anseia por proteger nossos lares. O que o dogmatismo não compreende (ou finge não compreender) é que, longe de limitar, ampliamos o conceito de família e queremos defender não apenas uma família tradicionalmente composta, mas todas elas.

Essa ideia equivocada de uma “anarquia moral” na contemporaneidade (“no meu tempo não tinha essas coisas”, “é o fim dos tempos, tá aparecendo cada coisa…”) se deve em grande parte à decadência da noção de divindade como grande fundamento da moral. O que os fundamentalistas julgam como moral, por vezes, é o ato de substituir o juízo da consciência coletiva pelo seu próprio. Se a igreja não aceita os transsexuais, as travestis, interssexuais, pessoas de gênero não binário, a sociedade também não deve aceitar, dizem eles.  Acontece que a sociedade não é uma igreja. E acontece que a realidade consegue ser muito mais diversa e colorida do que a monocromia da superstição.

São alguns destes mesmos homens “casados e seguros de si” que negam publicamente as pessoas trans em público, mas as procuram no privado das casas noturnas. São algumas destas mesmas mulheres “de família” que educam seus filhos para preconceitos estéreis no dia-a-dia (“senta direito, menina!”, “se arruma, que assim nenhum homem vai te querer”, “mulher rodada fica pra titia”, “nada de engordar, viu?”). “Eu gerei, eu que educo!”, dizem eles. O que eles esquecem é que cabe aos pais ensinar, cabe à escola instruir, mas cabe à vida a sabedoria das escolhas. Ninguém deseja retirar dos pais as responsabilidades, deseja retirar deles justamente as irresponsabilidades. Ninguém se mantém preconceituoso pelo resto da vida senão pela vontade obstinada de não questionar. Acaso têm medo que a educação que dão em casa não seja suficientemente boa ou sólida pra manter-se fora dela?

Viva a diversidade!

A fome no mundo e uma campanha sobre o casamento igualitário

Imagem: quando a liberdade encontra a justiça

Imagem: quando a liberdade encontra a justiça

Se você tem Facebook, provavelmente notou uma “onda colorida” invadindo os avatares dos seus amigos neste 26 de junho. Isto ocorreu porque o próprio Facebook criou um mecanismo facinho de colorir sua foto com as cores da “bandeira gay”, para comemorar que Suprema Corte dos EUA legalizou o casamento igualitário. Não foi compulsório: mudava o avatar quem queria.

Meu avatar, em comemoração

Meu avatar, em comemoração

Quem colocou o arco-íris no avatar estava enviando uma mensagem de apoio aos gays e de aprovação à Suprema Corte dos EUA pela legalização do casamento igualitário em todos os estados do país. Usamos fotos simbolizando o Natal, a Páscoa, o dia das crianças, o dia dos namorados, o amor por um time, uma campanha política. Por que não poderíamos utilizar fotos de apoio à causa LGBT? Teve gente argumentando sobre isso, falando que “só participam de alguma campanha no dia em que as nações se unirem contra a fome na África” (com algumas variações sobre a fome: alguns utilizavam a saúde, a educação, a habitação, enfim), e é exatamente sobre isso que quero falar (rapidamente) aqui, e exatamente para estas pessoas.

Deixa ver se entendi bem: as pessoas só poderão se amar quando todos tiverem casa, comida, educação e saúde de qualidade, e comida farta? Para acabar com a fome no mundo, os gays não podem se casar? E pra apoiar uma causa que estima, você precisa unir uma nação? E quando as crianças em sistema de adoção podem ser adotadas por homoafetivos, você apoia? Não deu pra disfarçar o preconceito: a gente percebe facinho.

Falso dilema” é um argumento utilizado para afirmar que se está dando atenção a algo (neste caso específico, o casamento igualitário) em detrimento a outro algo que  seria “mais importante”. Assim foi com a questão da fome, da educação ou da saúde: embora apoiar o casamento igualitário não diminua nenhuma delas, houve quem defendesse que sim. Ainda sobre o “falso dilema”, teve quem afirmasse que o casamento igualitário no Brasil era mais importante, e foi legalizado em 2013. É verdade. É sim. O casamento civil de pessoas do mesmo sexo foi legalizado no Brasil através de uma resolução do CNJ desde 2013. Ainda assim, nosso país bate recordes de crimes homofóbicos. Acontece que comemorar a aprovação da Suprema Corte nos EUA não invalida a luta brasileira em momento algum, pelo contrário: a fortalece. Unir-se em prol de uma causa fortalece a causa.

Aqui vão alguns fatos que você talvez não conheça: Bill Gates, o “carinha da Microsoft”, já doou US$22,95 bilhões para combater a fome no mundo. De forma não muito diferente, o criador do Facebook doou US$ 25 milhões para combater o vírus ebola na África. Alan Turing, um dos pais da computação, era gay. Todos eles são/foram apoiadores do movimento gay. O fundamentalismo é que não ajuda o mundo em nada. Sabe o que é mais interessante? Que as pessoas que resmungam por uma campanha em apoio à liberdade  de amar, alegando “inutilidade” desta ação, são as mesmas pessoas que digitam “amém” em fotos de crianças mutiladas.

Cidadãos ajudam a combater a homofobia somente pelo ato de respeitar duas pessoas que se amam e são do mesmo sexo. Sabe o que realmente “falta no mundo”? Bom senso. Colocar-se no lugar do outro não é transferir “sua alma” para o outro: é ser capaz de vê-lo como semelhante. Você se lembra dos cristãos nos anos 60, protestando contra a legalização do casamento entre negros e brancos? Pois é. Lembra-se dos protestos contra a possibilidade de mulheres votarem? Pois é. Sempre tem quem queira  “atravancar o progresso” resmungando que “há coisas mais importantes com o que se preocupar”.

E se nada disso adiantou, vai aqui uma novidade incrível: apoiar o casamento igualitário não o tornará gay. Pessoas de bem com a própria sexualidade não se sentem ameaçadas com a sexualidade alheia, e entendem que a felicidade do outro não inibe nem coíbe a própria felicidade. Uau!

Mais de 50 dicas de documentários, classificados por tema

Imagem: s/n

Imagem: s/n

Há mais ou menos três anos, fiz uma lista de documentários para assistir e publiquei aqui no blog. Desta vez, republico esta lista devidamente atualizada, para compartilhar todos os documentários que considero aproveitáveis/bons/ ótimos. Refiz a lista, classifiquei e eis que surge:

  • ARTE

Sobre o poder transformador da arte: “Lixo extraordinário”.

Sobre a “arte” no nazismo: “Arquitetura da destruição”.

História da arte, persuasão e outros temas: “Como a arte moldou o mundo”, que é da BBC. Recomendadíssimo.

  • HISTÓRIA

Série “Roma” (HBO) mostra vários aspectos da cultura romana. É, em verdade, uma série ficcional.

Sobre o mito: “O poder do mito”, de Joseph Campbell.

“Racism, a story” é um documentário da BBC sobre racismo.

“Histórias de heróis viajantes” busca a origem dos mitos gregos.

“Libertação 1945″ fala sobre duas diferentes frentes de batalha durante a Segunda Guerra. A parte do genocídio é bizarra.

“Matando Hitler” é o documentário da National Geographic sobre as tentativas de matar o “líder” nazista.

“Arquivos secretos da inquisição” é do History Channel, e mostra os pontos mais obscuros de intervenção da Igreja Católica.

Sobre o mito do Papai Noel: Assisti faz pouco tempo no History Channel “A verdadeira face do Papai Noel”.

Sobre o Brasil: “Raízes do Brasil”, do Sérgio Buarque de Hollanda.

“Do horror à memória” – sobre o centro de detenção clandestina da Argentina que torturou e assassinou cerca de 5 mil pessoas.

Sobre o holocausto: “Rompendo o silêncio”.

“O povo brasileiro” é um documentário baseado na obra de Darcy Ribeiro.

Documentário sobre racismo: “A negação do Brasil”.

Sobre medievalismos: “Por dentro da mente medieval”.

Para quem estuda história das religiões: “História das religiões”. 13 episódios.

“Julgamento em Nuremberg” fala do julgamento de Rudolf Hess, um dos fanáticos entre Adolf Hitler.

  • CIÊNCIA

“IMAX Hubble” – para quem curte as imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble. É de arrepiar. Apaixonante!

Sobre Einstein e suas teorias: “Einstein muito além da relatividade”.

Sobre C. Darwin: “Darwin, a viagem que abalou o mundo”.

Sobre teoria da evolução: há o documentário “O relojoeiro cego” – baseado no livro de mesmo nome, do Richard Dawkins.

Sobre as missões Apollo: “Na sombra da Lua”.

Space race”: documentário da BBC sobre a história da conquista espacial é imperdível, principalmente as histórias da disputa entre Sergei Korolev (engenheiro chefe do programa soviético) e Wernher von Braun (diretor do Marshall Space Flight Center).

“Janela da alma”– sobre deficiência visual e comportamento. Em um mundo saturado de imagens, o ver e o não-ver.

Também sobre Darwin há o documentário “O gênio de Charles Darwin. Foi escrito e apresentado pelo Richard Dawkins.

“Sobre a evolução “A origem do homem”, do Discovery Channel.

Através do buraco de minhoca“: Consegue explorar bem as coisas novas da astronomia.

Sobre a conquista espacial (do lado americano): “Grandes Missões da NASA”.

“Confinamento solitário” é um documentário do canal National Geographic sobre o que acontece com o indivíduo durante o isolamento.

“Stephen Hawking – Uma breve história do Tempo”, baseado no livro de mesmo nome.

Cosmos” está sempre entre os meus preferidos, tanto na versão original (com Carl Sagan) quanto no recente remake (com Neil Tyson).

Não existe amanhã“: a animação mostra com fatos e números o quanto nos resta de recursos findáveis e quanto tempo demoraríamos para consumi-los até o esgotamento total.

  • OUTROS

“No estranho planeta dos seres audiovisuais” é um documentário de 16 episódios que mostra a nossa relação com o audiovisual.

“Surplus”: critica ao consumismo, o documentário aborda a essência humana, as necessidades sociais e reações às dificuldades corriqueiras da vida em sociedade.

A educação proibida”  trata do questionamento das lógicas da escolarização moderna e uma nova forma de entender a educação, apontando novas experiências educativas que são nada convencionais, apresentando um modelo de aprendizado mais lúdico e com mais experiências se comparado ao atualmente utilizado.

“Estamira” me ganhou desde a primeira vez que assisti. Estamira é uma mulher de 63 anos que sofre de “distúrbios mentais”. Ela vive e trabalha há 20 anos no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, um local que recebe diariamente mais de 8 mil toneladas de lixo da cidade do Rio de Janeiro. Com um discurso filosófico e poético, ela analisa questões de interesse global.

“Notícias de uma guerra particular” é o documentário que deu origem ao “Tropa de elite”.

Para os administradores e curiosos de plantão: “O jeito Google de trabalhar” (National Geographic) mostra os bastidores do Google.

“O Inferno de Dante” (do Discovery Channel) leva os “círculos do inferno de Dante Alighieri” para a interpretação contemporânea.

Sobre os jovens (menores de 18 anos) em conflito com a lei: Documentário “Juízo”.

Esse tem que ser muito analisado, um documentário duro e frio: “Olhos azuis” (Blue eyed), com a Jane Elliot. É sobre preconceito racial.

Sobre o suicídio assistido: “EXIT: O Direito de Morrer”.

Desigualdade econômica do Brasil: “Boca de Lixo”.

Sobre crise populacional: “Quantas pessoas podem viver na Terra?”. É um documentário da BBC.

Sobre o sistema carcerário dos EUA: “Imagens da prisão”.

“Sicko”, do Moore – sobre o sistema norte-americano de convênios médicos. É BIZARRO e indignante.

Sobre o roubo da imagem/identidade das comunidades em SP: “À margem da imagem”.

“Objectified” investiga nossa relação com os objetos produzidos e as pessoas que os projetam.

Sobre a política de drogas no Brasil e no mundo: “Cortina de fumaça”.

“Complexo – Universo Paralelo”: Uma visão sensível de dentro da favela.

Para quem curte Friedrich Nietzsche, há o documentário da BBC: “Nietzsche – All To Human”.

Aos que curtem Kafka, existe um documentário de Modesto Carone sobre Kafka.

Sobre música clássica, havia uma série chamada “the great composers” (BBC).

Sobre Espinosa: “Espinosa – O Apóstolo da Razão“.

“Prisoneiros da grade de ferro”: Um ano antes da desativação do Carandiru, detentos documentam o cotidiano do presídio.

Até mais e obrigada pelos peixes!

Você no Universo, em imagens impactantes

Via BuzzFeed

1. Aqui é a Terra! É onde você vive.

Aqui é a Terra! É onde você vive.

NASA Goddard Space Flight Center Image / Via visibleearth.nasa.gov

2. E aqui é onde você vive em seu bairro, o sistema solar.

E aqui é onde você vive em seu bairro, o sistema solar.

3. Esta é a distância, em escala, entre a Terra e a Lua. Não parece muito distante, não é?

Esta é a distância, em escala, entre a Terra e a Lua. Não parece muito distante, não é?

4. POIS PENSE DE NOVO. Dentro desta distância você pode acomodar todos os planetas de nosso sistema solar, tranquilamente.

POIS PENSE DE NOVO. Dentro desta distância você pode acomodar todos os planetas de nosso sistema solar, tranquilamente.

PerplexingPotato / Via reddit.com

5. Mas vamos falar sobre os planetas. Esta pequena mancha verde é o tamanho da América do Norte em Júpiter.

Mas vamos falar sobre os planetas. Esta pequena mancha verde é o tamanho da América do Norte em Júpiter.

NASA / John Brady / Via astronomycentral.co.uk

6. E aqui é o tamanho da Terra (na verdade, seis Terras) comparado com Saturno:

E aqui é o tamanho da Terra (na verdade, seis Terras) comparado com Saturno:

NASA / John Brady / Via astronomycentral.co.uk

7. E apenas para fins de comparação, aqui temos como os anéis de Saturno ficariam se estivessem ao redor da Terra:

E apenas para fins de comparação, aqui temos como os anéis de Saturno ficariam se estivessem ao redor da Terra:

Ron Miller / Via io9.com

8. Aqui temos um cometa. Acabamos de aterrissar uma sonda em um desses garotões. Aqui vemos como um deles ficaria comparado com Los Angeles:

Aqui temos um cometa. Acabamos de aterrissar uma sonda em um desses garotões. Aqui vemos como um deles ficaria comparado com Los Angeles:

Matt Wang / Via mentalfloss.com

E para comparar com uma cidade brasileira: Los Angeles seria tipo a metade de um Rio de Janeiro.

9. Mas isso não é nada comparado ao nosso Sol. Apenas se lembre:

Mas isso não é nada comparado ao nosso Sol. Apenas se lembre:

10. Aqui é você visto da Lua:

Aqui é você visto da Lua:

NASA

11. Aqui é você visto de Marte:

Aqui é você visto de Marte:

NASA

12. Aqui é você visto por trás dos anéis de Saturno:

Aqui é você visto por trás dos anéis de Saturno:

NASA

13. E aqui é você visto por trás de Netuno, a 4 bilhões de quilômetros de distância.

E aqui é você visto por trás de Netuno, a 4 bilhões de quilômetros de distância.

NASA

Parafraseando Carl Sagan, todos e tudo que você já conheceu existem neste pequeno pontinho.

14. Vamos dar um passo atrás por um momento. Este é o tamanho da Terra comparado com o tamanho do Sol. Assustador, não?

Vamos dar um passo atrás por um momento. Este é o tamanho da Terra comparado com o tamanho do Sol. Assustador, não?

John Brady / Via astronomycentral.co.uk

O Sol sequer cabe nesta imagem.

15. E aqui temos o mesmo Sol visto da superfície de Marte:

E aqui temos o mesmo Sol visto da superfície de Marte:

NASA

16. Mas isso não é nada. Novamente, como Carl ponderou um dia, há mais estrelas no espaço do que grãos de areia em todas as praias da Terra:

Mas isso não é nada. Novamente, como Carl ponderou um dia, há mais estrelas no espaço do que grãos de areia em todas as praias da Terra:

17. O que significa que há algumas muito, muito maiores que nosso pequeno e fracote Sol. Dê uma olhada no quão pequeno e insignificante nosso Sol é:

O que significa que há algumas muito, muito maiores que nosso pequeno e fracote Sol. Dê uma olhada no quão pequeno e insignificante nosso Sol é:

Provavelmente roubam o dinheiro do lanche de nosso Sol.

18. Aqui temos outra imagem. A maior estrela, VY Canis Majoris, é 1.000.000.000 de vezes maior do que nosso Sol:

26 imagens que lhe farão reavaliar sua existência inteira

………

19. Mas nada disso se compara ao tamanho da galáxia. Na verdade, se você encolher o Sol até ele ficar do tamanho de uma célula branca do sangue e encolher a Via Láctea utilizando a mesma escala, a Via Láctea teria o tamanho dos Estados Unidos:

Mas nada disso se compara ao tamanho da galáxia. Na verdade, se você encolher o Sol até ele ficar do tamanho de uma célula branca do sangue e encolher a Via Láctea utilizando a mesma escala, a Via Láctea teria o tamanho dos Estados Unidos:

20. Isso porque a Via Láctea é imensa. Aqui é onde você vive nela.

Isso porque a Via Láctea é imensa. Aqui é onde você vive nela.

21. Mas isso é tudo o que você vai ver:

Mas isso é tudo o que você vai ver:

(Esta não é uma imagem da Via Láctea, mas você captou a ideia)

22. Mas até nossa galáxia chega a ser minúscula se comparada com algumas outras. Aqui temos a Via Láctea comparada com a IC 1011, a 350 milhões de anos-luz da Terra:

Mas até nossa galáxia chega a ser minúscula se comparada com algumas outras. Aqui temos a Via Láctea comparada com a IC 1011, a 350 milhões de anos-luz da Terra:

Apenas IMAGINE tudo o que poderia estar lá dentro.

23. Mas vamos pensar grande. SOMENTE nesta fotografia tirada pelo telescópio Hubble, há milhares e milhares de galáxias, cada uma contendo milhões de estrelas e cada uma com seus próprios planetas.

Mas vamos pensar grande. SOMENTE nesta fotografia tirada pelo telescópio Hubble, há milhares e milhares de galáxias, cada uma contendo milhões de estrelas e cada uma com seus próprios planetas.

24. Aqui temos uma das galáxias retratadas, UDF 423. Essa galáxia está a 10 BILHÕES de ano-luz. Quando você olha para essa imagem, está olhando para bilhões de anos no passado.

Aqui temos uma das galáxias retratadas, UDF 423. Essa galáxia está a 10 BILHÕES de ano-luz. Quando você olha para essa imagem, está olhando para bilhões de anos no passado.

Acredita-se que algumas das outras galáxias se formaram apenas algumas centenas de milhões de anos APÓS o Big Bang.

25. E lembre-se — esta é uma imagem de uma parte muito, muito pequena do universo. É apenas uma fração insignificante do céu noturno.

E lembre-se — esta é uma imagem de uma parte muito, muito pequena do universo. É apenas uma fração insignificante do céu noturno.

26. E, sabe, podemos presumir com segurança que há alguns buracos negros lá fora. Aqui temos o tamanho de um buraco negro comparado com a órbita da Terra, apenas para lhe assustar:

E, sabe, podemos presumir com segurança que há alguns buracos negros lá fora. Aqui temos o tamanho de um buraco negro comparado com a órbita da Terra, apenas para lhe assustar:

D. Benningfield/K. Gebhardt/StarDate / Via mcdonaldobservatory.org

Então, quando você estiver chateado porque cancelaram a sua série favorita ou porque começaram a tocar músicas de Natal muito cedo — apenas lembre…

Essa é sua casa.

Essa é sua casa.

By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

Isso é o que acontece quado você afasta a imagem de sua casa para o seu sistema solar.

Isso é o que acontece quado você afasta a imagem de sua casa para o seu sistema solar.

E isso é o que acontece quando você afasta a imagem mais um pouco…

E isso é o que acontece quando você afasta a imagem mais um pouco...

By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

E mais um pouco…

E mais um pouco...

By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

Continue…

Continue...

By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

Afaste-se só mais um pouco…

Afaste-se só mais um pouco...

By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

Quase lá…

Quase lá...

By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

E aqui estamos. Aqui está tudo que é observável no universo e aqui está o seu lugar nele. Apenas uma minúscula formiga em um jarro gigantesco.

E aqui estamos. Aqui está tudo que é observável no universo e aqui está o seu lugar nele. Apenas uma minúscula formiga em um jarro gigantesco.

By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons