Arquivo da categoria: Utilidades

100 sites indispensáveis de pesquisa científica e acadêmica

Os principais sites para pesquisas científicas servem como referências de auxílio a pesquisa são essenciais para qualquer pesquisador.

Agradecimentos ao Even3

Referências e ferramentas de auxílio a pesquisa são essenciais para qualquer pesquisador e para quem está realizando trabalhos científicos ou acadêmicos. Portanto, nada melhor do que conhecer os principais sites para pesquisas científicas e as melhores ferramentas para encontrar conteúdo e publicações relacionadas a sua área de pesquisa e deixar seu trabalho ainda mais rico.

Selecionamos abaixo 100 ferramentas, categorizadas nas mais diversas áreas de conhecimento para auxiliar no seu dia a dia de pesquisas, prepare a sua barra de favoritos e deixe salvo as ferramentas para quando for realizar as suas pesquisas! Infelizmente a grande maioria das ferramentas são em inglês, caso conheça alguma ferramenta em português estamos abertos a sugestões nos comentários.

Segue a lista com os 100 principais sites para pesquisas científicas:

Livros e Periódicos

  • Bioline International: para publicações científicas; feita por cientistas de maneira colaborativa.
  • Directory of Open Access Journals: ache textos de alta qualidade em um diretório aberto com mais de 2 milhões de artigos.
  • Google Scholar: Ferramenta do Google específica para trabalhos científicos e acadêmicos. Nada melhor do que ter um dos melhores mecanismos de busca a sua disposição.
  • Google Books: pesquise um índice de livros do mundo inteiro, com várias opções gratuitas.
  • HighBeam Research: pesquise com vários tipos de filtros e ferramentas.
  • Jurn: resultados de pesquisa de mais de 4 mil jornais escolares gratuitos sobre artes e humanidades.
  • SpringerLink: publicações digitais, protocolos e livros sobre todo assunto possível.
  • Online Journals Search Engine: ferramenta de pesquisa científica poderosa em que você pode achar jornais, artigos, reportagens e livros científicos.
  • Open Library: encontre livros clássicos, e-Books e todo tipo de material gratuito. Você pode indicar textos para o site.
  • Scirus: exclusivo para informações científicas. São mais de 460 milhões de materiais da área.
  • Vadlo: repositório de pesquisas científicas.
  • WorldCat: itens de 10 mil bibliotecas como livros, DVDs, CDs e artigos.

Negócios e Economia

  • BPubs: tenha acesso a publicações sobre negócios e mercado em uma ferramenta de busca especializada.
  • Corporate Information: perfeito para empresas de pesquisa.
  • DailyStocks: site para monitorar ações de mercado.
  • EconLit: acesse todo tipo de material de mais de 120 anos de literatura sobre economia mundial de 1886 a 1968.
  • EDGAR Search: sistema de pesquisa eletrônica com documentos e textos sobre investimento.
  • Inomics: economistas vão adorar este site com recursos que incluem empregos, cursos e conferências.
  • National Bureau of Economic Research: tenha acesso a grandes ferramentas na pesquisa sobre economia.
  • Research Papers in Economics: pesquisa em economia e ciências relacionadas. Artigos, livros e até softwares com mais de 1,2 milhões de resultados.
  • Virtual Library Labour History: esta biblioteca oferece conteúdo histórico sobre economia, negócios e muito mais.

História

  • American History Online: encontre coleções de materiais históricos digitais.
  • David Rumsey Historical Map Collection: mais de 30 mil imagens históricas que podem ser buscadas por palavra-chave.
  • Digital History: banco de dados digital histórico da Universidade de Houston com links para textos e todo tipo de material educacional sobre história.
  • Fold3: tenha acesso a um grande arquivo histórico militar com registros originais e memoriais.
  • Genesis: excelentes materiais sobre a história da mulher.
  • History and Politics Out Loud: pesquise registros importantes da história do mundo, principalmente material político em áudio.
  • HistoryBuff: arquivo de jornais históricos online e biblioteca de referência.
  • History Engine: ferramenta colaborativa para educação em que os alunos aprendem história ao pesquisar, escrever e publicar artigos, criando uma grande coleção de textos sobre a história dos EUA que podem ser buscados por outros alunos.
  • Internet Ancient History Sourcebook: bom lugar para pesquisar sobre a origem humana com textos completos sobre antigas civilizações como Mesopotâmia e Roma, além da origem cristã.
  • Internet Modern History Sourcebook: milhares de materiais sobre história moderna.
  • Library of Anglo-American Culture and History: guia histórico da Biblioteca Anglo-Americana de Cultura e História.

Ciências Sociais

  • Anthropological Index Online: pesquisa em mais de 4 mil periódicos da Biblioteca do Museu de Antropologia Britânico, assim como filmes do Instituto Royal de Antropologia.
  • Anthropology Review Database: banco de dados com resenhas e vários outros materiais sobre antropologia.
  • Behavioral Brain Science Archive: extenso arquivo para pesquisa sobre artigos de ciência do cérebro e psicologia.
  • Encyclopedia of Psychology: informações básicas ou não, traduzidas para o inglês sobre carreiras na psicologia, organizações, publicações, pessoas e história.
  • Ethnologue: pesquise por todo tipo de línguas e linguagens do mundo com enciclopédia de referências de todas as palavras conhecidas dos idiomas ainda existentes.
  • Political Information: ferramenta de busca sobre política com mais de 5 mil sites cuidadosamente escolhidos.
  • Psycline: localizador de artigos e textos sobre psicologia e ciências sociais.
  • Social Sciences Citation Index: site pago, mas que vale a pena devido à riqueza e relevância dos artigos apresentados na pesquisa.
  • Social Science Research Network: grande variedade de artigos sobre ciências sociais de fontes especializadas.
  • SocioSite: site feito pela Universidade de Amsterdã  com material de assunto sociológico incluindo ativismo, cultura, paz e racismo.
  • The SocioWeb: guia para todo tipo de material sociológico que possa ser encontrado na internet.
  • WikiArt: acesso livre a artigos sobre arqueologia.

Ciências

  • Analytical Sciences Digital Library: ache recursos educacionais na área de ciências com uma grande variedade de formatos e aplicações.
  • Athenus: autoridade em ciência e engenharia na web.
  • Biology Browser: encontre pesquisas, recursos e informações na área de Biologia.
  • CERN Document Server: esta organização de pesquisa nuclear disponibiliza um grande diretório com experimentos, arquivos, artigos, livros e apresentações de seu acervo.
  • Chem BioFinder: tudo sobre química, incluindo propriedades e reações.
  • SciCentral: as melhores fontes sobre ciências com pesquisas de literatura, banco de dados e outros recursos para achar o que precisa.
  • Science.gov: neste portal da ciência feito pelo governo norte americano, você pode pesquisas em mais de 50 bancos de dados e 2100 sites selecionados de 12 agências federais.
  • SciSeek: ferramenta de pesquisa científica com o melhor que a internet pode oferecer.
  • Strategian: encontre informações de qualidade em todas as áreas da ciência como livros completos, jornais, revistas e muito mais.
  • WorldWideScience: mostra excelentes resultados na pesquisa de ciências e até em bancos de dados específicos.

Matemática e Tecnologia

  • Citebase: recurso para achar materiais de matemática e tecnologia, entre outros assuntos.
  • CiteSeerX: através deste site você tem acesso à Biblioteca Digital de Pesquisa Científica.
  • Current Index to Statistics: índice bibliográfico com publicações sobre estatística, probabilidade e áreas correlatas.
  • Inspec: banco de dados feito para cientistas e engenheiros pelo Instituto de Engenharia e Tecnologia. São mais de 13 milhões de resultados na busca por física e engenharia.
  • MathGuide: encontre diversas fontes de informação sobre matemática.
  • Math WebSearch: neste site você pode fazer uma busca por números e fórmulas, além de textos.
  • The Collection of Computer Science Bibliographies: mais de 3 milhões de referências em artigos, textos, jornais e relatórios técnicos de ciências.
  • ZMATH Online Database: milhões de resultados de milhares de artigos sobre matemática desde 1826.

Bancos de Dados e Arquivos

  • Archivenet: é um dos principais sites para pesquisas científica, ele é uma iniciativa do Centro Histórico Overijssel, o site facilita a busca de arquivos em holandês.
  • Archives Hub: encontre o melhor do que a Grã-Bretanha tem para oferecer nestes arquivos de mais de 200 instituições britânicas.
  • arXiv e-Print Archive: arquivos da Universidade Cornell e acesso a materiais de matemática, ciências e assuntos relativos.
  • Catalog of U.S. Government Publications: pesquise o catálogo de publicações do governo dos EUA para achar textos históricos e atuais.
  • CIA World Factbook: a agência de inteligência dos EUA oferece muita informação de referência mundial como história, pessoas, governos, economias e muito mais.
  • Library of Congress: acervo da Biblioteca do Congresso norte-americano; acesso a documentos, fotos históricas e incríveis coleções digitais.
  • NASA Historical Archive: explore a história espacial neste arquivo da NASA.
  • National Agricultural Library: serviço do Departamento de Agricultura norte-americano com todo tipo de informação relacionada a agricultura.
  • National Archives: acesse os Arquivos Nacionais e pesquise documentos históricos, com informações do governo e muito mais.
  • OpenDOAR: busque por pesquisas acadêmicas gratuitas.
  • Smithsonian Institution Research Information System: tenha acesso a recursos do Instituto Smithsonian através do exclusivo sistema de pesquisas.
  • State Legislative Websites Directory: use este banco de dados para achar informações de legislaturas sobre todos os estados americanos.
  • The British Library Catalogues & Collections: explore a Biblioteca Britânica e todo seu material catalogado tanto impresso quanto digital.

Geral

  • Academic Index: este diretório foi criado só para estudantes. As indicações deste site são de professores, bibliotecários e profissionais da educação.
  • BUBL LINK: catálogo baseado no Dewey Decimal system.
  • Digital Library of the Commons Repository: encontre literatura do mundo inteiro incluindo acesso gratuito a textos, artigos e dissertações.
  • Dogpile: encontre o melhor das maiores ferramentas de busca com resultados do Google, Yahoo! e and Bing.
  • Google Correlate: permite encontrar pesquisas que se relacionam com dados da vida real.
  • Infomine: ferramenta incrível para encontrar recursos digitais educativos, principalmente em ciências.
  • Internet Public Library: encontre materiais diversos divididos por temas.
  • iSEEK Education: ferramenta de pesquisa destinada a especialmente a estudantes, professores, administradores e tutores.
  • Mamma: a mãe das ferramentas de pesquisa a reunir os melhores recursos da web.
  • MetaCrawler: pesquisa ferramentas de pesquisa com resultados do Google, Yahoo! e Bing.
  • Microsoft Academic Search: oferece acesso a mais de 38 milhões de publicações com imagens, gráficos e outros tipos de recursos.
  • OAIster: ache milhões de recursos digitais de milhares de contribuintes, com acesso livre.
  • RefSeek: mais de 1 bilhão de documentos, sites livros, artigos, jornais sobre qualquer assunto.
  • Virtual LRC: tem uma busca do Google personalizada só com o melhor dos sites acadêmicos. O material é disponibilizado apenas por professores e profissionais da área.
  • Wolfram|Alpha: este site não só acha links, mas responde perguntas, analisa e gera relatórios.

Referências

Outros

  • Artcyclopedia: encontre tudo o que você precisa sobre arte em mais de 160 mil links e quase 3 mil sites.
  • Circumpolar Health Bibliographic Database: banco de dados com mais de 6 mil registros relacionado à saúde humana na região do círculo polar.
  • Education Resources Information Center: registros bibliográficos sobre literatura educativa.
  • Lexis: encontre material confiável e autorizado neste site.
  • MedlinePlus: serviço da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA com ferramenta de busca e dicionário para materiais cuidadosamente escolhidos sobre saúde.
  • PubMed: site da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA onde você encontra textos e artigos completos sobre medicina. São mais de 19 milhões disponíveis.
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Racionalidade e política: um guia para um debate político mais racional

Texto escrito por Riis Rhavia Assis Bachega,
diretamente para o Universo Racionalista

Frente a recente onda de irracionalidade motivada por questões políticas, é extremamente necessário que se divulgue ferramentas para que essas questões tão importantes para todos nós sejam discutidas de maneira racional e objetiva. Esse texto se dividirá em duas partes: a primeira parte se encarregará de tentar entender por que há tanto fanatismo e irracionalidade nas discussões de cunho político e social, e a segunda parte se encarregará de fornecer algumas dicas para que possamos discutir mais racionalmente esse tema e não cairmos no fanatismo.

I – Por que o fanatismo?

Primeiramente, tentarei expor alguns motivos que impulsionam a polarização de opiniões e a onda de fanatismo. A saber:

  • O viés de confirmação

É muito bem documentada a tendência das pessoas de procurarem informações que condizentes com suas crenças prévias e prestar atenção apenas nos fatos que confirmem essas crenças. Essa tendência é conhecida como viés de confirmação, um tipo de viés cognitivo. Por exemplo, se uma enfermeira que trabalha em uma maternidade acredita que nascem mais bebês durante a Lua cheia, ela irá prestar mais atenção nas noites de Lua cheia em que nascem mais bebês, ignorando quando não nascem. O viés de confirmação é a principal origem das crenças supersticiosas, e também, da polarização ideológica.

  • Bolhas ideológicas

Como consequência do viés de confirmação, se forma as chamadas bolhas ideológicas. É tendência natural das pessoas se agruparem com outras pessoas com gostos e opiniões parecidas com as suas, o que não tem problema nenhum à princípio. O problema é quando a pessoa limita seu círculo de relações somente a quem pensa parecido com ela. Também, a pessoa tende a seguir somente veículos de mídia e formadores de opinião com os quais ela já concorda, dessa maneira, gente de esquerda tende a acompanhar publicações de esquerda, e gente de direita tende a acompanhar publicações de direita. Para o de esquerda (direita), as publicações de direita (esquerda) são mentirosas e manipuladoras, enquanto as publicações de esquerda (direita) são isentas e verídicas. Dessa maneira, veículos de mídia e formadores de opinião aglomeravam em torno de si as pessoas que seguem aquela linha de pensamento, e formam um séquito. As consequências são a polarização de opiniões, o fanatismo e a intolerância.

Enquanto a rede de conhecidos se limitava a o círculo familiar e de amigos, era muito propício a formação dessas bolhas ideológicas. Com o advento da internet, tivemos uma oportunidade como nunca antes na história da humanidade, de ter acesso a informação e conviver com pessoas das mais variadas orientações de pensamento. Tínhamos oportunidade de um ambiente plural necessário para o exercício do livre pensamento e a emergência de um mundo mais plural.

No entanto, o que ocorreu foi o contrário. As pessoas limitaram sua lista de contatos em redes sociais somente àqueles que pensam de forma parecida. Vimos muito isso nas últimas eleições, em que várias amizades foram desfeitas entre pessoas que apoiavam candidatos diferentes. Essa tendência é intensificada pelo que o pesquisador Eli Pariser chama de “Filtro Bolha, os algoritmos que sites de busca e redes sociais utilizam que tornam mais visíveis para o usuário somente informações e conteúdos de acordo com os interesses e crenças deste. Segundo Eli Pariser “O filtro bolha tende a amplificar dramaticamente o viés de confirmação. De certa forma, ele é feito para isso. Consumir informações que corroborem com suas ideias de mundo é fácil e prazeroso; consumir informações que nos desafiem a pensar de novas formas ou questionar nossas presunções é frustrante e difícil”. As consequências disso é que as opiniões tendem a ficar mais polarizadas e os usuários mais extremistas.

  • Ignorância racional e irracionalidade racional

A teoria da ignorância racional e da irracionalidade racional está muito bem explicada nos textos “Por que as pessoas são irracionais sobre política? e no texto Por que políticos ruins se reelegem?”, e, portanto, não me alongarei aqui discutindo esse tema. Mas resumidamente, o termo ignorância racional vem da teoria econômica da escolha pública. Ele se refere ao fato que muitas vezes os custos de colher informações para embasar uma decisão excedem os ganhos. Para exemplificar, no caso de eleições, o custo para um eleitor de pesquisar candidato por candidato excede em muito o ganho individual, já que o voto individual dificilmente vai alterar o resultado das eleições. Por isso que aqueles políticos que já tem visibilidade e reputação (mesmo que má) acabam se elegendo, pois é mais cômodo para os eleitores votarem em quem já conhecem (mesmo sabendo que é um patife) do que pesquisar novos nomes.

Já o termo irracionalidade racional se refere ao fato que muitas vezes, as pessoas pensam irracionalmente por que é de seu interesse pensar assim. Esse conceito vem da distinção entre dois tipos de racionalidade: a racionalidade instrumental (o que eu preciso fazer pra alcançar um determinado objetivo) e a racionalidade epistêmica (pensar de maneira logicamente consistente e com boas evidências empíricas). Resumindo: se for vantajoso para alcançar determinado objetivo, eu pensar de maneira ilógica, então pensarei de maneira ilógica.

  • O debate político é dominado por ideólogos

Por fim, segue o fator que eu considero mais grave, porque se aproveita dos fatores anteriormente descritos. Os principais formadores de opinião são ideólogos. Por ideólogos, eu me refiro àqueles que têm compromisso antes com um projeto político/ideológico do que com os fatos. O ideólogo faz uso do viés de confirmação, para ele os únicos fatos relevantes são aqueles que se encaixam na sua concepção ideológica de mundo, ou que são uteis para o seu projeto político/ideológico. Os que não se enquadram são ignorados ou se faz um malabarismo argumentativo para que eles possam se enquadrar.

Outra marca do ideólogo é a relativização de valores, em que bem e mau, certo ou errado, verdade ou falsidade; depende de quem faz. Quando alguém da tribo ideológica deles comete algo que ele condena na tribo “inimiga”, ele relativiza/releva/ignora/nega.

Não que não existam estudiosos sérios debatendo questões políticas, mas o alcance deles é muito reduzido. Para a maioria das pessoas, segundo os conceitos de ignorância racional e irracionalidade racional, é mais fácil consumir análises rasas e terceirizar o pensamento. E dessa maneira, os ideólogos reúnem um verdadeiro séquito em torno de si, e insufla um sentimento de “nós x eles”, partindo para a total desumanização do adversário.

O objetivo dos ideólogos é ficar em evidência para que sua mensagem atinja o maior número de pessoas possíveis. Por isso, ele está pouco preocupado com a consistência lógica e compatibilidade com os fatos da mensagem que ele divulga, já que ele sabe que tem um séquito que irá aceitar à priori tudo que ele diz. Também ele sabe que tem os haters, aqueles que irão rejeitar à priori tudo que ele diz. Das duas formas, agradando seus seguidores e irritando seus haters, ele consegue visibilidade.

Quem mais se prejudica com essa polarização são aqueles que assumem posições mais moderados, pois recebem ataques dos extremistas dos dois lados. A racionalidade leva a moderação, a entender que não existem respostas finais e soluções fechadas para a maioria dos problemas. Se você tende a uma posição mais de centro, acaba sendo “acusado” de esquerdista pelos extremistas de direita, e de direitista pelos extremistas de esquerda.

II – Como podemos debater racionalmente?

Agora que vimos algumas das causas para tanto fanatismo, darei algumas sugestões para aqueles, que antes de qualquer posicionamento político/ideológico, valorizam a razão, a evidência e o livre pensamento.

  • Saia das bolhas ideológicas

Como vimos limitar sua rede de contatos somente àqueles que pensam de maneira parecida conosco, e seguir veículos de comunicação e formadores de opinião, com os quais já tendemos a concordar, reforça o viés de confirmação. Se nos isolarmos em bolhas ideológicas, nunca iremos ter oportunidade de confrontar nossas opiniões e assim, não saberemos quão boa elas são.

Sair das bolhas ideológicas também é importante pra percebemos que quem pensa diferente não necessariamente é algum tipo de monstro, ou algum imbecil. Entender as razões que levam a pensar daquela maneira, mesmo que não concordemos, é importante para não desumanizar o adversário. Em minha opinião, a internet contribuiu muito para essa desumanização do diferente, pois nas discussões cara a cara, é mais fácil desenvolver empatia, enquanto que nas virtuais, o que temos é um perfil, e aí é mais difícil medir o impacto do que falamos sobre as outras pessoas.

  • Procure diversas fontes de informação

Quando se trata de política, sejamos realistas: não existem veículos de informação isentos!Os interesses envolvidos são muitos, e os veículos de mídia sempre vão dá informações que favoreçam um lado e comprometam outro. O pior é que muitos consideram os veículos de mídia que se posicionam contrariamente a linha que eles defendem como tendenciosos e mentirosos, enquanto que aqueles que se posicionam na mesma linha como confiáveis e isentos.

O que aqueles que valorizam opiniões formadas com base em evidências devem fazer quanto a isso? O volume de informações que nos chegam é muito grande, e é humanamente impossível verificar a veracidade de todas elas. A recomendação que eu dou é: acompanhe veículos de mídia das mais variadas orientações, pois já que todos tem um lado, procure reconhecer aquele que é mais coerente em relação aos fatos. Como vimos os ideólogos não estão preocupados com a coerência dos seus argumentos, apenas em defender um discurso ideológico. Se um veículo de mídia, a despeito de sua orientação ideológica, é coerente em seus argumentos, isso mostra que ele é confiável.

  • Admita sua própria ignorância

Frequentemente somos intimados a nos posicionar pelos extremistas, e quem prefere manter a cautela é logo rotulado pejorativamente de “insentão”. Lembre-se: a ignorância pode ser uma bênção! Muitas das questões debatidas (como a do impeachment) exigem conhecimentos especializados de direito, sociologia, economia, história, ciência política, etc. É melhor ser “insentão” e admitir que você não tem competência de julgar certas coisas pra formar uma opinião embasada do que repetir clichês ideológicos prontos e seguir manadas.

  • Esteja disposto a mudar de opinião

Não há problema nenhum em defender causas políticas e sociais, pelo contrário, isso é muito nobre. Mas não podemos nos deixar cegar pelas ideologias de nossa preferência e simplesmente ficar alheio aos fatos. Formar uma opinião com base em certas informações, e ao se deparar com uma informação nova, mudar de opinião (um procedimento bayesiano que será tema de um artigo futuro) é algo louvável. Denota humildade e respeito às evidências.

Também seja crítico em relação às informações que você recebe, independente de elas se alinharem ou não ao que você acredita. Por exemplo: não é por que saiu uma denúncia de corrupção envolvendo um político que você não gosta que a denúncia necessariamente seja verdadeira, assim como se sair uma denúncia em relação a um político que você apoia que ela seja falsa. Sempre vá atrás da veracidade da informação, independente de ela te agradar ou não. Uma boa dose de ceticismo é sempre bem vinda.

Outra coisa: quando você se deparar com um texto argumentando uma posição contrária àquela que você defende, antes de procurar furos na argumentação e ensaiar uma “refutação” (eu não gosto dessa palavra), procure entender os argumentos apresentados no texto, eles podem ser bons e você aprender algo novo com eles! Ou eles podem ser ruins e você consegue ficar mais seguro de suas crenças. Das duas formas, você ganha.

Conclusão

Todos têm a ganhar com o debate racional, e todos perdem com a polarização de opiniões. A finalidade de um debate não é humilhar e refutar (por isso que eu não gosto dessa palavra) aqueles com posição diferente, mas sim chegar a um esclarecimento mútuo e solucionar problemas que nos afetam.  É o que ocorre na ciência, em que cientistas debatem teorias diferentes, comparam com os dados disponíveis para ver qual a que melhor corresponde a esses dados. Dessa maneira a ciência progride.

Um adendo: cientistas são pessoas e não estão imunes a vieses cognitivos, filtros bolha ou desonestidade pura e simples. Mas o método científico e o compartilhamento de trabalhos para ser submetidos ao crivo crítico da comunidade científica acabam por minimizar esses efeitos, ainda mais se compararmos como o que ocorre em outras áreas, como a política e religião, por exemplo. Em debates científicos, os debatedores normalmente saem de um estado de maior ignorância para um de menor ignorância, enquanto que nos debates políticos e religiosos, os debatedores saem de um estado de ignorância para um de maior ignorância ainda. Nos debates científicos, o ganho é mútuo por que cientistas estão cientes da sua ignorância, enquanto que em debates políticos e religiosos os dois lados estão certos de que sua posição é a verdadeira, e o prejuízo é mútuo.

Para que a democracia progrida, é necessário um ambiente de livre pensamento, com respeito a quem pensa diferente e valorização da racionalidade epistêmica (consistência lógica e respeito às evidências empíricas). Como diz Bertrand Russel, se você sente raiva de alguém com uma opinião diferente da sua, é por que provavelmente sua opinião não é bem fundamentada.

Quatro sites que vão te ajudar a não compartilhar uma notícia falsa

Escrito por Fred Fagundes (“Top10Basf”@fagundes), diretamente no Papo de homem

Uma informação absurda, algo que definitivamente vai mudar a vida das pessoas. Você não resiste. Precisa passar a informação pra frente, sentir-se útil na vida das pessoas e dormir o sono de quem ajudou a construir um mundo melhor.

É assim que normalmente começa a disseminação de notícias falsas. Num reflexo de ativismo digital que pode causas desastres se não for utilizado com responsabilidade. Porque hoje, na era onde a notícia se espalha na velocidade mais rápida de todas, tão pouco importa se é real ou não. A busca é pela audiência, não pelo poder transformador da comunicação.

O que pouca gente sabe é que existem maneiras simples de não ser enganado. Por isso algumas pessoas estão tomando uma abordagem mais profunda sobre o conteúdo. Além da imagem que ilustra a matéria, queremos saber o que envolve aquela produção. Apresentamos quatro sistemas gratuitos e simples que permitem uma busca aguçada sobre o fato.

E lembre-se: desconfie de tudo.

Busca reversa de imagem

Essa função é tão simples e está tão na nossa cara que as vezes esquecemos de sua existência. A busca reversa de imagem do Google ou do TinEye são grandes aliados na procura da origem de imagens. Quer ver?

Essa imagem assustou o mundo. Refugiados com uma bandeira do Estado Islâmico em confronto com policiais alemães. A notícia correu depois da foto do menino sírio morto na beira de uma praia turca. Era um “sinal de alerta” para a chegada dos imigrantes vindo da Ásia e da África que estariam entrando em confronto com as forças policiais europeias.

A notícia foi compartilhada milhares de vezes. Bastava uma busca reversa para descobrir que a imagem é de 2014, quando uma onda de protestos foi ocasionada pela morte de noves pessoas na Turquia. O protesto dos turcos era contra a ineficiência das tropas locais em combater o Estado Islâmico.

Em menos de 10 segundos a verdade era posta e milhares de pessoas deixariam de ser enganadas.

YouTube DataViewer

Ao assistir o mais recente vídeo viral no YouTube, atente-se para os “scraps”. O scrap é um vídeo antigo que foi baixado do YouTube e re-carregado de forma fraudulenta afim de reativar aquele evento ou manipular o seu contexto.

Tipo, o seu time perde um jogo no sábado. Aí alguém posta um vídeo antigo do atacante enchendo a cara na balada, como se o fato fosse no mesmo final de semana. Sacou?

A Anistia Internacional tem uma ferramenta incrivelmente útil chamado YouTube DataViewer. Depois de inserir o URL do vídeo, esta ferramenta extrai frames associados. Essas informações permitem uma uma pesquisa de verificação de origem.

Na maioria das vezes, são várias versões do mesmo vídeo no YouTube. A data permite identificar o primeiro upload – o que, claro, é o mais provável de ser o original.

EXIF

Fotos, vídeos e áudios produzidos com câmeras digitais e smartphones contêm informações chamadas Exchangeable Image File (EXIF). Trata-se de um vital metadados sobre a marca da câmera usada, data, hora e local da mídia criada.

Esta informação pode ser muito útil se você estiver desconfiado do criador das origens do conteúdo. Em algumas situações, os leitores EXIF, como Jeffrey Exif Viewer, permitem que você carregue ou digite a URL de uma imagem para visualizar seus metadados.

Importante: enquanto o Facebook, Instagram e Twitter removem dados EXIF ao carregar o conteúdo, mídia compartilhada via Flickr e WhatsApp os mantém.

FotoForesinc

Essa ferramenta é espetacular.

Ela basicamente entrega fotos que foram modificadas digitalmente ou tiveram algum tratamento no Photoshop.

O FotoForesinc permite que você destaque as áreas onde as disparidades na qualidade sugerem alterações. Assim a mágica é feita.

X9 pra porra.

Viu? De nada custa checar a informação antes de compartilhá-la. Por mais que a notícia seja ótima, calma, respira, pensa melhor. Utilize os meios disponíveis.

Ninguém vai morrer por 10 minutos de atraso de informação. Agora, compartilhar mentiras achando que vai salvar a paçoca, isso sim é perigoso.

Conheça seis formas fáceis de descobrir se uma notícia da internet é falsa

mentira-bandera-ISIS

Texto traduzido por Régis Mesquita, diretamente para o Carta Campinas

A notícia (verdadeira) do blog Tijolaço mostrando mais uma postagem falsa circulando no Facebook indignou muitas pessoas.

Um sujeito, cheio de ódio no coração, manipula uma imagem e cria uma mentira. Pessoas compartilham a mentira e pronto… milhões de pessoas são impactadas pelo ódio mentiroso de um desequilibrado.

Quem ganha com isto? A maldade, a sacanagem, a ignorância e, certamente, algumas pessoas interessadas em política e poder. Quem perde? Todas as pessoas que presam pela verdade.

Este problema não é só do Brasil. Acontece em todo o mundo. Pete Brown, da Universidade de Oxford, escreveu o artigo abaixo (cuja reprodução é livre) incentivando as pessoas a combaterem as mentiras da internet (no quesito mentiras o Facebook é imbatível).

Seis formas muito fáceis de descobrir se uma notícia da internet é falsa

“E assim começa … bandeira ISIS (Estado Islâmico)  é vista entre os refugiados, na Alemanha,  durante briga com a polícia”, diz a manchete do Conservative Post; “Com esta nova imagem vazada, tudo parece confirmado”. A imagem em questão supostamente mostrava um grupo de refugiados sírios com bandeiras do ISIS (estado Islâmico) e atacando policiais alemães.

Para os que resistem em aceitar os refugiados na Europa, esta história foi uma dádiva de Deus. A foto se espalhou rapidamente através da mídia social, impulsionada por grupos de extrema direita, como o English Defence League… No momento em que escrevo, a página alega que a foto foi compartilhada mais de 300.000 vezes.

O problema é que a foto é de três anos atrás, e não tem nada a ver com a crise de refugiados. Na verdade, ela parece ter sido tirada em um confronto entre membros da extrema-direita do partido Pro NRW e um grupo de muçulmanos, que ocorreu em Bonn (Alemanha), em 2012. Algumas agências de notícias denunciaram a fraude … , assim como numerosos usuários do Twitter.

Na era digital, as notícias verdadeiras ou falsas (mentiras ou farsas) espalham muito rápido.  Por isto, as retrações, as correções ou as matérias que denunciam as farsas, podem fazer muito pouco para combater a desinformação inicial. Como já argumentei em outro lugar, as habilidades de verificação digitais são essenciais para os jornalistas de hoje…

… Felizmente, existem algumas técnicas de verificação relativamente eficazes, que não requerem o conhecimento especializado ou algum software e caro. Apresento a seguir seis formas simples e gratuitas que qualquer leitor de notícias pode usar para verificar a veracidade da informação.

1) Busca de imagens reversa

A pesquisa de imagem reversa é uma ferramenta de verificação simples. Foi com ela que foi descoberto que a foto da bandeira do ISIS em briga com a polícia alemã era uma farsa. Tanto no Google Images quanto no TinEye foi encontradas páginas de 2012 que continham esta imagem. Como a captura de tela abaixo mostra, a história “ISIS refugiado” poderia ser desmascarada em menos de um segundo.

Quando um link para a história foi postada no Reddit, os usuários céticos rapidamente foram ao Google para consultá-lo. Logo, um usuário relatou: “Google Image Search diz a foto é de 2012”.

2) YouTube DataViewer (http://www.amnestyusa.org/citizenevidence/ )

Ao assistir o mais recente vídeo viral no YouTube, é importante verificar se ele não foi “reaproveitado”: um vídeo antigo, que foi baixado do YouTube e recarregado por alguém que de forma fraudulenta afirma ser de um novo evento.

A Anistia Internacional tem uma ferramenta simples, mas incrivelmente útil chamada YouTube DataViewer. Entre no site e insira o URL do vídeo, esta ferramenta irá extrair tempo de upload do clipe e todas as imagens em miniatura associadas. Essas informações – que não são facilmente acessível através do próprio YouTube – permite-lhe realizar uma pesquisa de verificação em duas vertentes.

O site permite que você identifique, entre as várias versões de um mesmo vídeo, qual é a mais antiga. É provável que a mais antiga seja a original e as outras falsas. Outra fonte de pesquisa são as miniaturas dos vídeos. As imagens miniaturas também pode ser pesquisadas usando a técnica da imagem inversa. Desta forma, você encontrará as páginas da web que contém o vídeo, o que oferece um método rápido e eficaz para identificar versões mais antigas ou informações do mesmo vídeo.

3)  Jeffrey Exif Viewer (http://regex.info/exif.cgi)

Fotos, vídeos e áudio tiradas com câmeras digitais e smartphones contêm informações Exchangeable Image File (EXIF): são metadados sobre a marca da câmera usada e a data, hora e local em que a mídia foi criada. Esta informação pode ser muito útil se você desconfiar da origem do conteúdo. Em tais situações, os leitores EXIF, como a de Jeffrey Exif Viewer, permitem que você carregue uma imagem ou digite a URL (endereço) dela para visualizar seus metadados.

Abaixo, os dados EXIF ​​de uma fotografia que eu tirei de um acidente de ônibus em Poole, em agosto de 2014. Se eu dissesse que esta foto foi tirada na semana passada, na cidade de Swanage, seria muito simples de refutar. Vale a pena notar que, enquanto o Facebook, Instagram e Twitter removem os dados EXIF ​​quando o conteúdo é carregado para seus servidores, outras plataformas como o Flickr e WhatsApp os mantém intactos.

4) FotoForensics (http://fotoforensics.com/)

FotoForensics é um site que utiliza a análise do nível de erro (ELA) para identificar as partes de uma imagem, que podem ter sido modificados ou “Photoshopeado”. Esta ferramenta permite que você ou faça o upload ou digite a URL de uma imagem suspeita. O site analisa e destaca as áreas nas quais as disparidades na qualidade sugerem alterações podem ter sido feitas. Ele também oferece uma série de opções de compartilhamento para que você possa divulgar o resultado das análises feitas pelo site.

5) WolframAlpha (http://www.wolframalpha.com/)

WolframAlpha é um “software de inteligência computacional”, que permite que você verifique o estado do tempo em um momento e local específicos. Você pode pesquisar usando critérios como “tempo em Londres, 2:00 em 16 de julho, 2014”. Assim, se, por exemplo, uma foto de uma tempestade de neve arrepiante foi compartilhado com você e WolframAlpha relata que naquele momento Londres estava com 27 graus de temperatura é claro que a foto ou o contexto são falsos.

6) Mapas on-line

Identificar a localização de uma foto suspeita ou vídeo é uma parte importante do processo de verificação. Google Street View, Google Earth (uma fonte de imagens históricas de satélite) e Wikimapia (a versão crowdsourced do Google Maps, que fornece informação adicional) –http://wikimapia.org/ –  são todos excelentes ferramentas para realizar este tipo de trabalho de detetive.

Você deve identificar se existem pontos de referência para comparação, como, por exemplo, se a paisagem é a mesma ou se as informações do local batem com o que é visto . Esses critérios são frequentemente usados ​​para cruzar informações de vídeos ou fotos, a fim de verificar se eles foram ou não realmente gravados no local que afirmam terem sido gravados.

[Dica do Regis Mesquita: duas outras boas maneiras de descobrir se algo é falso:

  1. a) ficar atento aos comentários dos sites algumas vezes é ali que terá informações relevantes sobre a veracidade da informação.
  2. b) aproveite da liberdade que você possui e procure fontes complementares de informação. Por exemplo: obter informações sobre um jogo Corinthians e São Paulo lendo apenas o que foi escrito por corinthianos ou somente por são paulinos é complicado. As pessoas que compartilharam a imagem falsa que o blog Tijolaço denuncia provavelmente não leem este blog. Acessam sites parecidos com os que divulgaram as imagens e que não possuem interesse em divulgar o desmentido.]

Fonte: https://theconversation.com/six-easy-ways-to-tell-if-that-viral-story-is-a-hoax-47673

A filosofia ocidental num piscar de olhos

Esta imagem foi baseada e retirada do livro “Entendendo filosofia: um guia ilustrado“, escrito por Dave Robinson e Judy Groves. Nela estão as principais ideias e os principais filósofos do mundo ocidental. É um guia básico e bastante útil, dividido em duas imagens.

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